A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) abriu inscrições para cursos de multiplicadores, especialistas e operadores da Segurança Pública, para atuação no policiamento de grandes eventos, com foco na Copa do Mundo de Futebol, em 2014. Os cursos serão promovidos pela Secretaria Nacional da Segurança Pública (Senasp), em parceria com os Estados que sediarão o Mundial.
Estão sendo oferecidos cerca de vinte cursos presenciais e vinte à distância, divididos em capacitação de especialistas, capacitação de multiplicadores e capacitação de operadores, distribuídos nos diversos eixos temáticos de acordo com a missão da instituição, seja da Policia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e/ou do Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep). A meta do Rio Grande do Norte é oferecer 10.745 capacitações até a Copa do Mundo de 2014.
As inscrições são gratuitas. Os candidatos devem ser policiais militares, policiais civis, bombeiros militares ou peritos do Itep.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Ricardo Motta ressalta "relacionamento perfeito" entre Governo e Assembleia
O presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta enfatizou o relacionamento positivo entre a AL e o Governo do Estado fazendo um balanço de 2011. “A relação entre a AL e o Governo do Estado não poderia ter sido melhor. O reflexo disso está nas votações, no relacionamento perfeito, harmonioso, cordial e respeitoso. A AL tem a autonomia de legislar, de fiscalizar as ações do Governo. Já o executivo estadual, por sua vez, elaborou seus projetos relevantes para a AL”, encerrou.
Zumbido no ouvido pode indicar diversas doenças
Entenda as principais causas, tipos e como tratar o problema, que afeta de jovens a idosos e que tem cura.
A sensação geralmente é a mesma: um ruído constante, que a pessoa não sabe de onde vem e como acabar com ele. Em alguns casos, o incômodo é parecido com o barulho de insetos, em outros, com sons de uma cachoeira e até mesmo de vozes humanas. O zumbido é um problema que afeta pessoas de todas as idades e que possui diversas causas, podendo ser originado por doenças fora ou dentro do ouvido.
Entre as causas, estão tumores no ouvido, ou ao redor dele; estresse; problemas dentários; além de distúrbios no metabolismo, como diabetes, hipertireoidismo, colesterol e pressão alta. Mas, em cerca de 90% dos casos, o zumbido está relacionado a perdas auditivas, em seus diferentes níveis.
“O zumbido pode ser causado por perdas auditivas, muitas vezes mínimas, e que ocorrem devido à exposição prolongada a ruídos intensos, principalmente no trabalho; por perda de audição natural com a idade; por medicamentos; excesso de cera e por outras doenças no ouvido, como inflamações”, destaca o otorrinolaringologista Pedro Guilherme Cavalcanti.
O médico explica ainda que o zumbido pode ser dividido em diferentes tipos, de acordo com suas características e pelo modo como interferem na vida do paciente, sendo classificados em persistente (aquele em que o paciente escuta barulhos continuamente, sem melhora do caso), intermitente (que ocorre em determinados períodos, geralmente relacionado a doenças do metabolismo e estresse) e pulsátil (que pode ter causas como tumores e problemas vasculares).
“Outra divisão é entre o zumbido que só é ouvido quando a pessoa presta atenção, ou na hora de dormir, do zumbido que interfere na concentração, humor e pensamentos do paciente, podendo ser até incapacitante. E o quanto antes tratar, mais claro será o diagnóstico e maiores as chances de fazer o zumbido desaparecer”, coloca Dr. Pedro Guilherme Cavalcanti.
E os tratamentos dependerão justamente da origem do problema. No caso de zumbidos ligados a causas metabólicas, a atenção vai ser específica ao acompanhamento destas questões. Nos zumbidos relacionados a perdas na audição, existem medicamentos, que aliados ao uso de aparelhos auditivos, são capazes de diminuir ou acabar com a presença do sintoma. Em zumbidos causados por excesso de cera no ouvido, apenas com a remoção, durante a consulta, já é possível eliminar o incômodo.
SEMTAS INAUGURA ALBERGUE MUNICIPAL
A Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social inaugurou nesta sexta-feira (23), às 17h, o Albergue Municipal José Augusto da Costa destinado para a População em "Situação de Rua", que irá atender ainda pessoas em situação de risco e vulnerabilidade social, maiores de 18 e com idade inferior a 60 anos. O Albergue funcionará na Rua Câmara Cascudo, 176, Ribeira.
O Albergue inicialmente atenderá 72 pessoas e será desenvolvido conforme os "Princípios da Política Nacional para a População em Situação de Rua". Funciona nos moldes de uma acolhida temporária, apresentando a ideia do caráter transitório, mas também considerando a heterogeneidade desse segmento, assegurando o respeito à diversidade das condições de dependência.
O Albergue inicialmente atenderá 72 pessoas e será desenvolvido conforme os "Princípios da Política Nacional para a População em Situação de Rua". Funciona nos moldes de uma acolhida temporária, apresentando a ideia do caráter transitório, mas também considerando a heterogeneidade desse segmento, assegurando o respeito à diversidade das condições de dependência.
Terminais Eletrônicos terão seguranças por 24h
A Lei Nº 0351/2011 torna obrigatório a contratação de seguranças para os caixas eletrônicos, instalados nas agências bancárias e postos de atendimentos, por 24 horas. A Lei estabelece a permanência do segurança nos período diurno e noturno, inclusive, aos sábados, domingos e feriados com objetivo dar mais segurança aos clientes.
A norma concede às instituições financeiras, 120 dias para se adequarem a legislação, e também determina que a fiscalização seja realizada pelo PROCON Municipal, bem como, a aplicação das correspondentes sanções administrativas. Em caso de descumprimento os bancos receberão punições, tais como, advertência, multas com valores entre 2000 e 4000 Unidades Fiscais de Referências, UFIRs, e até a suspensão das operações dos caixas, após a quinta reincidência.
Todos os valores arrecadados, com a aplicação das multas serão destinados ao Fundo Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, do Município de Natal.
SESAP recebe prêmio do Ministério da Saúde
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), através da Coordenadoria de Recursos Humanos (CRH) e da Comissão de Dimensionamento de Pessoas foi classificada em 4º. Lugar no Concurso “Prêmio InovaSus”, que inicialmente classificou 40 experiências, das 262 inscritas de todas as regiões do país.
O Inovasus é uma iniciativa do Ministério da Saúde, por intermédio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES/MS) e do Departamento de Gestão e da Regulação do Trabalho em Saúde (DEGERTS/MS).
O prêmio tem como objetivo valorizar, reconhecer e premiar as melhores práticas e/ou inovações relacionadas à gestão do trabalho na saúde, que busquem excelência e inovação, aprimorem a qualidade dos serviços, a melhoria das condições de trabalho e do atendimento no SUS, tendo como público alvo as Secretarias Estaduais, e Secretarias Municipais de saúde.
O Inovasus é uma iniciativa do Ministério da Saúde, por intermédio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES/MS) e do Departamento de Gestão e da Regulação do Trabalho em Saúde (DEGERTS/MS).
O prêmio tem como objetivo valorizar, reconhecer e premiar as melhores práticas e/ou inovações relacionadas à gestão do trabalho na saúde, que busquem excelência e inovação, aprimorem a qualidade dos serviços, a melhoria das condições de trabalho e do atendimento no SUS, tendo como público alvo as Secretarias Estaduais, e Secretarias Municipais de saúde.
Pessoa física poderá ter benefício semelhante ao da Lei de Falências
A Câmara analisa projeto que cria um processo de recuperação judicial para os devedores pessoas físicas, nos moldes do que a Lei de Falências (11.101/05) prevê para empresários. Pela proposta, a recuperação judicial suspende todas as ações e execuções contra o devedor. A medida está prevista no Projeto de Lei 1922/11, do deputado Fábio Faria (PSD-RN).
O plano de recuperação judicial, que poderá ser requerido antes da declaração de insolvência, prevê o pagamento periódico de parcelas das dívidas até que todas as obrigações do devedor estejam satisfeitas. Para tanto, caberá ao devedor propor em juízo um plano de recuperação com descrição detalhada dos seus bens e meios de pagamento das dívidas. Se o juiz aprovar o plano, será publicado um edital que fixa prazo para que os credores possam fazer qualquer objeção.
O plano de recuperação judicial, que poderá ser requerido antes da declaração de insolvência, prevê o pagamento periódico de parcelas das dívidas até que todas as obrigações do devedor estejam satisfeitas. Para tanto, caberá ao devedor propor em juízo um plano de recuperação com descrição detalhada dos seus bens e meios de pagamento das dívidas. Se o juiz aprovar o plano, será publicado um edital que fixa prazo para que os credores possam fazer qualquer objeção.
domingo, 25 de dezembro de 2011
NÃO CABIA JESUS EM BELÉM
Públio José – jornalista
(publiojose@gmail.com)
(publiojose@gmail.com)
A narração bíblica nos traz até os dias atuais o relato do nascimento de Jesus – o homem. Segundo o livro de Lucas, capítulo 2, versículos de 1 a 7, a saga do menino teve início em Belém. Um decreto do Imperador César Augusto “convocando a população do império para recensear-se”, foi a exigência que levou José a tomar o rumo de Belém, “cidade de Davi”, por ser ele da casa e da família de Davi. Segundo o versículo 7, “ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria”. Segundo relatos históricos, José perambulou por todos os lugares e recantos de Belém à procura de um espaço onde a criança pudesse nascer com um mínimo de conforto e segurança – e não encontrou. É nesse sentido que queremos focar a essência do dramático episódio. Ou seja: não havia, rigorosamente falando, nenhum lugar para Jesus em Belém.
Com certeza os conterrâneos ilustres, as personalidades de ali e de alhures tinham seus lugares garantidos em Belém. É absolutamente certo que o prefeito, os presidentes dos diversos órgãos da cidade, suas autoridades, seus parlamentares, seus sacerdotes, todos, enfim, estivessem muito bem instalados. Nos bairros periféricos, mesmo as pessoas mais humildes, embora disputando espaços exíguos, também tinham a certeza de um sono tranqüilo quando chegasse o advento da noite. Enfim, todos tinham lugar em Belém – menos Jesus. A Bíblia não registra, mas José deve ter entrado em desespero. Qual o chefe de família que quer ver seu primeiro filho nascer num curral, ao relento? José, na verdade, se deparou em Belém com a insensibilidade dos homens, com a dureza de seus corações. Os tais, quando bem instalados, pouco se importam com as adversidades alheias.
Não havia lugar para Jesus em Belém. Atualmente, essa realidade não está muito distante dos fatos ocorridos naquele tempo. Muitas pessoas, embora enfeitando suas casas e suas vidas com penduricalhos comercializados no período natalino, continuam com o mesmo sentimento de avareza, de insensibilidade e de aridez espiritual que se apossou do povo naquele tempo. Outras abarrotam os seus espaços domésticos com tantos símbolos, tantos enfeites e tanto consumismo, que não resta em suas vidas nenhuma condição para a manifestação dos ensinamentos e dos princípios que Jesus, tão sabiamente, propagou ao longo de sua existência. Onde está Jesus em sua vida? Qual a prioridade dedicada a Ele – mesmo nessa época do ano? Tem gente que valoriza muito mais a beleza da árvore de Natal do que o conhecimento das palavras e das promessas contidas nos Evangelhos que Ele nos deixou.
Nenhuma intenção de criticar aqui esforços mercadológicos para ampliar o raio de ação da indústria e do comércio. A questão é que a humanidade está enclausurada numa perigosa operação de religiosidade estéril, sem vínculos com Jesus. E assistindo inerte à troca de um fato verdadeiro, marcante, fascinante, cheio de significado – como o nascimento de Jesus, por uma tradição entranhada de sofismas e sem nenhum lastro espiritual – o Papai Noel. Onde está Jesus em sua vida? Ou por outra, qual a sua reação se José hoje batesse à porta? José bateu à porta em Belém e não lhe deram ouvidos. Você daria? Compartilharia seus espaços com José para Jesus nascer em sua vida? O consumismo não pode ser a razão principal do viver natalino. O importante é Jesus – sempre. Atenção, atenção! Tem gente batendo à porta. Está ouvindo? É José pedindo um espaço para Jesus nascer. Você vai abrir a porta?
Virando páginas
Por Simone Sodré
Inevitável a contagem dos anos, dos dias, pra demarcar o incontável: a emoção. Mas seguimos assim, sempre virando páginas como se a vida fosse uma brochura, um caderno, uma apostila. Como se a vida não fosse um longo pergaminho. Mas, funcionamos melhor assim, demarcando, compartimentalizando, evitando as fusões.
Eu penso que o longo pergaminho, na impossibilidade de ser lido, apresenta transparências quando dobrado, e isso deixa aparentes as repetições e facilita algumas fusões. Das fusões a que mais gosto é quando as dobras se fazem de tal maneira que adulto e criança viram uma imagem só e esqueço que me dividi. É quando o antes se une ao depois, num tempo onde nem um nem outro existiriam.
Antes: um dobra do depois?
Por isso não ficamos indiferentes aos dias de fim de ano. É que esperamos iniciar um novo prefácio, esperamos, esperamos, esperamos. Então é isso _ o porvir _ que mobiliza toda a sequência, não casual , de eventos.
São os rituais que nos move?
Acreditava que o que movia era a inquietação e a dúvida, mas não, são as certezas!
Sendo assim, na absoluta certeza de um novo ano, quero compartilhar com meus amigos a espera de dias lindos, dias de multiplicação, de harmonia, de saúde, de experiências de grandes amores.
Beijos!
Inevitável a contagem dos anos, dos dias, pra demarcar o incontável: a emoção. Mas seguimos assim, sempre virando páginas como se a vida fosse uma brochura, um caderno, uma apostila. Como se a vida não fosse um longo pergaminho. Mas, funcionamos melhor assim, demarcando, compartimentalizando, evitando as fusões.
Eu penso que o longo pergaminho, na impossibilidade de ser lido, apresenta transparências quando dobrado, e isso deixa aparentes as repetições e facilita algumas fusões. Das fusões a que mais gosto é quando as dobras se fazem de tal maneira que adulto e criança viram uma imagem só e esqueço que me dividi. É quando o antes se une ao depois, num tempo onde nem um nem outro existiriam.
Antes: um dobra do depois?
Por isso não ficamos indiferentes aos dias de fim de ano. É que esperamos iniciar um novo prefácio, esperamos, esperamos, esperamos. Então é isso _ o porvir _ que mobiliza toda a sequência, não casual , de eventos.
São os rituais que nos move?
Acreditava que o que movia era a inquietação e a dúvida, mas não, são as certezas!
Sendo assim, na absoluta certeza de um novo ano, quero compartilhar com meus amigos a espera de dias lindos, dias de multiplicação, de harmonia, de saúde, de experiências de grandes amores.
Beijos!
Números preocupantes
Paulo Correia
Jornalista
paulo.correia@r7.com
O Instituto Sangari, de São Paulo, divulgou no dia 16 de dezembro uma pesquisa que merecia ser lida por toda a população de Natal. No texto, a instituição informa que a capital potiguar teve, entre os anos de 2000 e 2010, o terceiro maior percentual de crescimento do número de homicídios entre todas as 27 capitais do Brasil. Ficando atrás apenas de São Luís (Maranhão) e Salvador (Bahia).
No relatório é informado que em Natal o pulo foi de 251%, passando de 74 mortes no início da década para 260 em 2010. Números frios computados em planilhas e que não chocam a população como deveriam chocar e nem servem de alerta para o trabalho do Governo e das suas forças policiais.
Uma pena que esses dados fornecidos pelo Instituto Sangari irão passar em brancas nuvens pelos gabinetes mais importantes do Rio Grande do Norte e nada irá modificar. Uma pena que um batalhão de jovens, a maioria na casa dos 15 aos 25 anos, irá morrer das formas mais brutais e quase nada será feito para fechar essa torneira da violência.
Jovens, na sua esmagadora maioria moradores de áreas de periferia e desassistidos de qualquer ajuda social. Meninos e meninas que, sem muitas opções de educação e trabalho digno, acabam caindo na conversa fácil e mirabolante dos traficantes de drogas e bandidos de toda a espécie.
Meninos e meninas que nos jornais televisivos do meio dia e nos periódicos de papel são retratados sempre como traficantes, viciados e devedores da droga. Rostos e histórias desconhecidas. Realidades que fogem do patrão zona Sul e dos seus refrigerados shoppings centers.
Adolescentes que vivem em locais que não oferecem as mínimas condições de moradia. Comunidades como a da África, da Beira Rio, do Mosquito, e de muitas outras espalhadas por essa Natal que não passa na vista dos turistas e dos engravatados burocratas do Governo.
Uma pena que esse relatório não seja o estopim para uma revolução na educação e cultura de toda uma gigantesca população carente. Uma pena que nossos governantes estejam mais preocupados com Copa do Mundo e conversas sobre eleições 2012.
Um dia pagaremos por toda essa negligência.
Jornalista
paulo.correia@r7.com
O Instituto Sangari, de São Paulo, divulgou no dia 16 de dezembro uma pesquisa que merecia ser lida por toda a população de Natal. No texto, a instituição informa que a capital potiguar teve, entre os anos de 2000 e 2010, o terceiro maior percentual de crescimento do número de homicídios entre todas as 27 capitais do Brasil. Ficando atrás apenas de São Luís (Maranhão) e Salvador (Bahia).
No relatório é informado que em Natal o pulo foi de 251%, passando de 74 mortes no início da década para 260 em 2010. Números frios computados em planilhas e que não chocam a população como deveriam chocar e nem servem de alerta para o trabalho do Governo e das suas forças policiais.
Uma pena que esses dados fornecidos pelo Instituto Sangari irão passar em brancas nuvens pelos gabinetes mais importantes do Rio Grande do Norte e nada irá modificar. Uma pena que um batalhão de jovens, a maioria na casa dos 15 aos 25 anos, irá morrer das formas mais brutais e quase nada será feito para fechar essa torneira da violência.
Jovens, na sua esmagadora maioria moradores de áreas de periferia e desassistidos de qualquer ajuda social. Meninos e meninas que, sem muitas opções de educação e trabalho digno, acabam caindo na conversa fácil e mirabolante dos traficantes de drogas e bandidos de toda a espécie.
Meninos e meninas que nos jornais televisivos do meio dia e nos periódicos de papel são retratados sempre como traficantes, viciados e devedores da droga. Rostos e histórias desconhecidas. Realidades que fogem do patrão zona Sul e dos seus refrigerados shoppings centers.
Adolescentes que vivem em locais que não oferecem as mínimas condições de moradia. Comunidades como a da África, da Beira Rio, do Mosquito, e de muitas outras espalhadas por essa Natal que não passa na vista dos turistas e dos engravatados burocratas do Governo.
Uma pena que esse relatório não seja o estopim para uma revolução na educação e cultura de toda uma gigantesca população carente. Uma pena que nossos governantes estejam mais preocupados com Copa do Mundo e conversas sobre eleições 2012.
Um dia pagaremos por toda essa negligência.
Entregue a Vida
A bondade que chega de mansinho
Revestida com plumas da atenção,
O presente que vem do coração
E o aconchego ofertado pelo ninho.
O sorriso, a entrega, o carinho,
Que se fazem presente em cada ação,
São os elos da forte comunhão
Elevando o viver bem de mansinho.
Os rancores, o ódio e a vingança,
Nublam o céu colorido da esperança
Deixam a paz do viver comprometida.
Mas, só basta irrigar o sentimento,
Ter leveza na flor no pensamento,
Que o fulgor de se amar brota da vida.
Gilmar Leite
Revestida com plumas da atenção,
O presente que vem do coração
E o aconchego ofertado pelo ninho.
O sorriso, a entrega, o carinho,
Que se fazem presente em cada ação,
São os elos da forte comunhão
Elevando o viver bem de mansinho.
Os rancores, o ódio e a vingança,
Nublam o céu colorido da esperança
Deixam a paz do viver comprometida.
Mas, só basta irrigar o sentimento,
Ter leveza na flor no pensamento,
Que o fulgor de se amar brota da vida.
Gilmar Leite
ESTADO DE SÍTIO
Fiel ao princípio da autonomia
entre poderes evite a intromissão
entre as partes. Sabe
e conhece o espectro turvo
das cores da bandeira.
O ódio intrometido entre as partes
avança e destrói o desconhecido.
Não retorna sobre escombros
e se esconde em salas
refrigeradas: poder exercido
sobre a contingência dos amores.
Alvo de paixões destroça corpos
submetidos em tensão: o suplício
descompensa a similitude do ato.
Onde repousam sonhos acorda
em batidas milimétricas. Tacões
ressoam pisos de concreto. É
o que lhe permitem conhecer.
Explodem fogos artificializados
no espaço descontinuado da espera.
Desperta e acompanha a luta
desarmada das histórias
melancólicas: herói na situação
anacrônica do enredo. Ao vilão
cabe o luxo iluminado
dos palcos de vergonhas.
Arremesso e arremate. Diálogo
continuado entre surdos. Espíritos
em testes de segunda classe.
Bestiário revivido ao dia
entre sinais e estacionamentos.
Não revê nas ruas o soldado
de outrora. Não reconhece o uniforme
e a uniformidade em trajes
desconexos prova o inimigo.
Amizades
negócios
traições
e adultérios.
A potencialidade da imagem transmuda
o ser em escolhas. A destruição das pontes
permanece receptáculo da ousadia.
Atravessar o fosso e se descobrir em fósseis
aumentados. Atravancar a saída e se cobrir
em entradas. O final do túnel
em notícias repetitivas.
A bebida descontrai o ânimo
com que a vida demonstra virtudes.
A virtuosidade da morte engalana
o recém chegado. O estrangeiro
transformado em nativo se acomoda
em estrangeirismos.
Reflete sonhos. Repete sonos. Realiza
a introdução ao processo e se perde
em meandros liberalizantes. A competição
revigora a mente na escolha da testemunha
do açodamento. diretores vicejam almas
de apenados funcionários em desconforto.
O clube recebe seus sócios e os distribui
em salões de acordo com suas situações
político-sociais.
No portão a segurança se enreda
em assaltos: o assassino sorri perplexidades
na facilidade com que perpetra o crime.
Sirenes ecoam medos. O alarme desarma
a visão silenciosa da conquista. Não distante
a ordem esconde contraditoriedade: para
os efeitos da lei a escolha se faz agora.
Manifestos distribuem raivas enjauladas
em quatro paredes. A palavra de ordem
desordena o status do melodrama.
Na similitude a coragem reencontra
sua visão feminina. A visão masculina
desencontrada em si murmura
juras de amor em eternizadas
amizades
saudades
e lembranças juvenis.
Jamais - na afirmação contraditória -
são reformados os presídios: punidos
na justaposição da indigência vislumbram
a luz penetrar janelas encadeadas.
Estar livre e gozar as prerrogativas
da indecisão. Procurar em vão
a responsabilidade no avesso
do acerto minorado em almas
desacompanhadas: o pranto
reflui torrentes e a condição afeta
a tradição perdida em silêncio.
O canto situado como livre estivesse o cantar
como se o cantar livrasse da desdita
como se desdizer fosse o conteúdo maternal
na oração primária dos dissabores.
Trair a atenção. Atrair a atenção em ato
de coragem. Descontrair a tensão
em ato covarde de agressão
e mentira.
No sorriso da mulher que passa
entre carros revê a mulher da vida
recolhida na casa dos prazeres.
No matraquear dos recreios receia
induzir a voz ao encontro da verdade
e retirar do exposto a contrariedade
das notícias não alvissareiras.
Alvo. Seta perfurante. Bala penetrante.
Símbolo cortante. Pedra contundente.
A busca nos primeiros passos
mambembes e o reluzir do ouro
conquistado. Fosse outra a época
e com certeza estaria preso ao passado.
Ao futuro são oferecidos óbices
em escaladas argutas e infiltrantes.
Se a mulher se apresenta nua, dispa-se
de sua vaidade e vá até ela. Cubra-a
com sua vergonha. A mulher se sentirá
devedora da sua ousadia.
Avesso ao estardalhaço, distribua panfletos
e torne a leitura obrigatória. Troque algumas
palavras. Entorne o caldo. Estremeça o senso
elementar das confusões. Aprofunde o tema
em nada consta. A liberdade perdura
enquanto a guarda se nacionaliza
em combates.
A fraqueza dos pais é responsável
pelo aviltamento, jogue a moeda ao mendigo
em gritos e palavrões. Desperte a vilania
e a destrate com fraquezas e ódios.
Descarregar a arma empunhada na luta
diante da máquina fotográfica o transforma
em notícia e no martírio do jornal escrito
se mantem ávido de reconhecimentos.
Não se debruce sobre a amurada: o atirador
de elite se distrai em beijos e sua arma
dispara na antevisão da morte.
(Pedro Du Bois, inédito)
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