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quarta-feira, 13 de maio de 2015

MUNGANGUEIRO PROFISSIONAL


Fabiano Pereira
Arquiteto 

A Editora Saraiva lançou uma série de pequenos volumes intitulada Superdicas. São livrinhos de bolso com sugestões selecionadas para aprimoramento pessoal e profissional. Superdicas para vender e negociar bem, para torná-lo um verdadeiro líder, para administrar o tempo e aproveitar melhor a vida, são alguns dos lançamentos dessa bem sucedida coleção. 
Pois bem, pretendo enviar este texto à editora, sugerindo um título que, sob minha ótica, tem tudo para se transformar num recordista de vendas: SUPERDICAS PARA SE TORNAR UM MUNGANGUEIRO PROFISSIONAL. Ao contrário dos títulos anteriores, onde se buscaram unanimidades nacionais – como é o caso da escolha do psiquiatra Flávio Gikovate que escreveu Superdicas para viver bem – esse previsível sucesso de vendas pode ser o resultado de uma coletânea de entrevistas realizadas em bares e restaurantes, após os primeiros goles do néctar de Baco. 
Infectados por uma espécie de pandemia “enolinguística” globalizada, candidatos a enófilos, capricham no sofisma. Partem do princípio de que o tema agrada a todo mundo, porque é “chick” – coisa de “bacana”... É impressionantemente contagiosa essa tendência e está gerando um movimento de manada nunca visto antes em qualquer outro hobbie ou coisa do gênero. Pessoas que, numa degustação às cegas, não sabem distinguir um Barca Velha® de um Dom Bosco® falam com uma autoridade de fazer inveja ao temido cabo Garibaldi, ex-comandante da Polícia Militar de Caicó... Esses milhares de “especialistas” do mundo dos vinhos conseguem mais adjetivos para um único rótulo, do que os distribuídos por Chico Buarque para as mulheres, em toda sua obra. Acreditam possuir mais imaginação que Lewis Carroll no clássico Alice no País das Maravilhas. A consequência disso tudo, é que verdadeiras pérolas de alucinação autoral circulam na mídia, todos os dias, como o exemplo a seguir:
“...resultou num Tannat/Cabernet Sauvignon que tinha taninos tão aloprados que pareciam estar rodeados de tendões “marombados”. Sábio, o enólogo GGdM, introduziu a europeia Merlot para “despombalecer” tensões de tração e compressão lingual provocadas por esses viris taninos encarnados e arroxeados. As frutas vermelhas (morango, framboesa, groselha e cassis) foram parcialmente encobertas pelo esplendor das quase 550 noites de acalanto do melhor carvalho francês. Desse mimo, surgiram notas de couro de virilha ensebado, tabaco europeu não perfumado e cabaça queimada a marradas de cacete...”
Regiões produtoras, enólogos com talento visceral, tipos de uva, equipamentos de apoio, formas de degustação, harmonização com alimentos, são alguns dos grandes temas ligados ao fascinante universo dos vinhos. Os aspectos visuais, olfativos e gustativos são subitens do tema degustação e, por si só, geram inúmeros outros desdobramentos. Para quem leva isso a sério – degusta e estuda vinho com frequência – é uma experiência sensorial incrível, porém comedida. Já os mungangueiros, têm, sem exceção, um olfativo pra lá de especial. Esses narizes “treinadíssimos” conseguem captar aromas de frutas transgênicas, florais de Bach, ervas daninhas, especiarias da época dos descobrimentos, animais em extinção, entre outros. São milhares de aromas relatados e sempre acompanhados de adjetivos que dão o tom de glamour que o tema propicia.
“...esse extraordinário ‘vinho de corte’ ou ‘assemblage’ (Chardonnay 60%, Malvasia de Cândia 30%, Chenin Blanc 10%) privilegiado pela predominância da estonteante rainha Chardonnay, auxiliado pela maliciosa, libertina e mefistofélica Malvasia de Cândia – conhecida como a ‘venérea das uvas’ – resultou num vinho que tem a essência da mulher desejada. Já no primeiro gole, percebe-se com uma nitidez incontestável, a alma da fêmea que exala um mix de elegância e rebeldia por onde passa. Notas de realeza emprestada pela Chardonnay, que não encobrem ‘sustos’ de sensualidade e sexualidade, fortíssimos no retrogosto, oriundos da pervertida Malvasia de Cândia. Nas notas do meio, com personalidade ímpar, imerge um perfume que mistura sequilho seridoense com sabão de coco abafado; este último, comum nas partes baixas das fêmeas caiçaras. Ao atingir o clímax do resíduo líquido contido no fundo da taça, onde suspiram notas terciárias que possuem moléculas de maior densidade e podem durar até cinco horas antes de volatilizarem, aflora a força da velha Chenin. Nesse momento de nostalgia se apresenta, sem melindres, o aroma inesquecível do ‘caneco’ de Toinha Niquelada que, nos anos 80, ‘fazia ponto’ no Cabaré Skilab, em frente ao Armazém Pará da Rua Antônio Basílio...”  
Maravilhoso e saudável alimento, o vinho, além de prazeroso, é importante coadjuvante na manutenção da boa saúde, portanto,
FALE MENOS E BEBA COM MODERAÇÃO!


terça-feira, 12 de maio de 2015

VIVA OS SUBLIMADORES!


Fabiano Pereira
Arquiteto

“Deus deu ao homem um pênis e um cérebro, mas, sangue suficiente para abastecer apenas um de cada vez.”, sentenciou Robin Williams. Catherine Hakim, em seu “Capital Erótico”, chama isso de “déficit sexual masculino”. A festejada antropóloga Margareth Mead afirmou que a monogamia é o mais difícil de todos os arranjos conjugais humanos. “O Mito da Monogamia”, escrito pelo biólogo David Barash e pela psiquiatra Judith Eve Lipton, explica, detalhadamente o porquê dessa afirmação da antropóloga. Allan e Barbara Pease, em “Atração Sexual”, são objetivos e duríssimos em definir a diferença básica entre homens e mulheres: “A mulher quer um homem para satisfazer todas as suas necessidades; o homem quer todas as mulheres para satisfazer sua única necessidade: sexo”.
São brutais essas constatações, mas, mesmo assim, sabemos que a monogamia costuma funcionar bem para aqueles que realmente a querem, embora “bata de frente” com esse desejo inato. Onde estará o segredo dessa superação?
As novas técnicas usadas para escanear o cérebro, como a ressonância magnética funcional e a magnetoencefalografia, abriram um mundo de possibilidades para o entendimento da nossa espécie. É o que afirmam os autores do best seller “Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor?”. Do ponto de vista biológico, temos um padrão, um default. Cientistas ligados às maiores e mais bem conceituadas universidades do mundo em pesquisas acerca do modo como o cérebro humano opera, a partir do encontro do parceiro ou parceira desejada, concluíram que existem três sistemas cerebrais diferentes e sequenciados para o jogo do amor. Para facilitar o entendimento do público em geral, as etapas foram nominadas de desejo, amor romântico e compromisso duradouro. Cada uma delas está associada a uma atividade hormonal distinta, que desencadeia sentimentos específicos e mudanças comportamentais nos envolvidos. Os livros citados fundamentaram suas afirmações em estudos sérios e atuais. São fatos incontestáveis à luz fria da ciência, baseados em trabalhos, pesquisas e observações de casos concretos. Nada tem origem em crenças populares, mitos, posição das estrelas e outras balelas.
É fascinante ver como a sabedoria popular sempre se antecipa à ciência. É velha, conhecida e emblemática a história do teste que afere a inevitável “descida de ladeira” do tesão nos casamentos. A princípio sugere-se que se coloque um preguinho numa tábua para cada relação sexual que o casal tiver no primeiro ano do relacionamento. A partir daí, os filósofos da vida garantem que se você tirar dois preguinhos por cada “afogadinha de ganso” dada morrerá muito antes de esvaziar a tábua.
A ciência da universidade se coaduna com a ciência dos botecos. A fase do desejo dura, em média, um ano e isso é fato consumado! Como não tenho autoridade para falar da psique do universo feminino, me deterei a fazer minhas elucubrações dos fenômenos ocorridos no mundo dos machos, quando se deparam com essa anestesia parcial da “libido caseira”. Na prática, a maioria dos cidadãos ou transgridem ou sublimam!
A transgressão é, via de regra, um ato de covardia. Quando comentada abertamente, traduz um mix de autoafirmação com marketing pessoal adolescente. 
Em contrapartida, a observação da sublimação - termo freudiano – é divertidíssima e uma de minhas diversões favoritas. Ela é fantástica porque é velada, dissimulada, bloqueada. Vive “embaixo do tapete” e, na maioria das vezes, não é percebida pelo próprio homo sapiens sublimis. Estando atento ao teatro social é fácil perceber, principalmente nos amigos mais próximos, quais são as suas “rotas de fuga”. 
O trabalho em excesso e a religião ocupam, sem sombra de dúvida, o topo da hierarquia da sublimação.
O trabalho dignifica e, quando realizado com coerência e competência, além de oferecer qualidade à manutenção da prole, torna-se essencial para o indivíduo ser aceito e admirado no nosso contexto social. No entanto, trabalhar os três expedientes, estudar assuntos relativos ao trabalho nos finais de semana, ter uma agenda abarrotada de viagens e reuniões, entre outras coisas, pode gerar o status almejado, mas acusa o golpe patológico. Está se escondendo de quê? Quanto maior a fuga, maior o desejo de preencher os horários e ser visto pela esposa e filhos como um mártir. Ficam para as horinhas vagas os “imprescindíveis” contatos empresarias em cafés, restaurantes, etc. Sem os happy hours lobísticos não há como ganhar o pão de cada dia, diz o sublimador-mor num surto de autoilusão. Na volta para casa, a exaustão e o stress são importantíssimos para justificar a luta e a falta de desejo sexual.
A religião também pode funcionar como uma grande válvula de escape. Pode ser qualquer uma! O que determina a “psiloca” é o engajamento excessivo. Se for católico ele será da carismática. Fará parte do coral que ensaia as músicas nas noites de quinta, sexta e sábado, a fim de cantá-las fervorosamente na missa do domingo. De quebra fará parte de umas duas ou três pastorais. Em uma delas, a título de colaboração, assumirá a coordenação geral regional.
Nas igrejas evangélicas, a confiança e a adoração das “ovelhas” para com os seus pastores, vistos como verdadeiros guias espirituais, são as características mais marcantes. Um pobre pecador, possuído por uma angústia infernal, associada a um sentimento de culpa insuportável, procura seu pastor e mantém o seguinte diálogo:
- Pastor Raio Laser, ore por mim! Eu quero que o senhor continue acreditando que amo minha mulher. Graças às suas santas palavras eu estou conseguindo tirar a Ritinha da farmácia de minha cabeça. Eu não posso ter minha alma maculada pelo adultério!
- Sangue de Cristo tem poder, meu filho!
- Hoje está fazendo nove dias que nem “aquela coisa” eu toco mais em homenagem a Ritinha.
- Oh, lapa de glória! Oh, lapa de glória, meu filho!
Fingimos e o que sentimos, uns para os outros. Essas “verdades” artificiais são uma espécie de software cultural do politicamente correto. O que difere o hobbie da sublimação é a coisa desmedida, o excesso, o exagero. Na segunda existe algo de compulsão cega. O futebol e a roda de amigos, envolvendo bebidas e música, também são grandes “portas de saída”... Eu até entendo que o sujeito com bom nível sociocultural vá ao campo de futebol, uma ou duas vezes por mês, se morar em Barcelona para assistir ao clássico de lá. No entanto o que eu vejo aqui, na nossa querida e ensolarada terrinha, não deixa dúvida que se trata de uma substituição clara do “despombalecimento” crônico. Tem gente graúda que assiste todos os treinos semanais de ABC e América. Conheço uns que faltam dois dias de trabalho, pagam passagem aérea e hotel de luxo apenas para assistir esses times jogarem, no outro lado do Brasil, comemorando o grande feito de ter escapado da terceira divisão. Trata-se de sublimação na sua maior pontuação: o grau 5!
Na terça um pagode no Bar Brahma; na quinta, aquele encontro na cigarreira com os amigos da velha guarda, sem hora para acabar. A sexta à noite é inegociável, pois o violão de Zé de Loa vai rolar! Beber no sábado, a partir das onze da manhã, é sagrado e reservado para as novas amizades. Aliás, esse é o principal aconselhamento para quem quer encontrar a felicidade plena nos livros de autoajuda. “O domingo é o dia da patroa!”, diz o cu-de-cana, com a autoridade típica dos “grandes chefes de família”. A propósito, essa carapuça me persegue!
Numa porção menor em volume de adeptos, mas não menos intensos na “carreira”, existem os criadores de cães de raça e suas exposições contínuas, os “peões” de vaquejada, os clubes de pesca, de moto, de byke, entre tantas outras atividades escapistas.
Os autores citados no início desta crônica tiveram o cuidado – nos últimos capítulos de seus livros – de afastar a ideia de que essa “marca” biológica constitui um sério abalo à instituição do casamento. No entanto, não foram claros quanto à solução do dilema. A título de colaboração, abriremos a fórmula secreta para as mulheres que sonham em fazer bodas de ouro, felizes, sem percalços nem “sustos” no casamento. O segredo é só se relacionar com workaholics, beatos, maníacos por esporte, boêmios inveterados... Ou seja, VIVA OS SUBLIMADORES!

quarta-feira, 6 de maio de 2015

AS AGRURAS DO PAU DE LIVRO


Fabiano Pereira
Arquiteto

Nos segundos finais do documentário “Vinícius de Morais”, aparece Chico Buarque comentando que, certa feita, perguntou ao amigo:

- Vina, se você reencarnasse, gostaria de voltar como?

O poeta pensa com serenidade e responde sem pestanejar:

- Exatamente como eu sou, mas com o pau um pouquinho maior.

Uma recente pesquisa mundial, feita com 15 mil homens em todo o planeta e publicada na respeitada revista técnica especializada em urologia “BJU Internacional”, afirma o seguinte: o comprimento médio de um pênis, em centímetros, sem e com ereção, é de 9,16 e 13,24, respectivamente. Já a circunferência do órgão sem ereção é de 9,31, e de 11,66 quando ereto.

A publicação da pesquisa, dizem os autores, tem como principal objetivo diminuir os danos psíquicos masculinos causados pela dismorfofobia, essa broxante associação do tamanho do pênis a um defeito corporal. Iniciativa válida, mas, para os heterossexuais, a bronca não está, nem nunca esteve, na comparação com os outros homens. Isso não tem a menor importância!

Se fizéssemos uma analogia grosseira do tamanho do pênis com o tamanho dos nossos “pisantes”, poderíamos afirmar que o “operário padrão”, esse “pau de livro” citado na pesquisa, corresponderia a um pé tamanho 40 ou 41. Exatamente no centro, entre o infantil 37 e o avantajado 44. O problemão é que a maioria esmagadora das mulheres foram “projetadas” com calçados tamanho 44 e com invariável margem de folga. Algumas até já nasceram preparadas para encomendas especiais de números que não se encontram facilmente no comércio, como 45, 46... Também são esses os “pés e sapatos” que protagonizam todas as cenas do cinema pornô mundial e as filmagens caseiras que circulam nas diversas redes sociais.

São banais e corriqueiros os vídeos amadores com cenas de mulheres sendo curradas por dois homens “tamanho 46”, nas duas portas de entrada, simultaneamente. Outros mostram inúmeras delas “fazendo caras e bocas”, enquanto penetram garrafas de todos os tamanhos – incluindo as tipo pet de dois litros, também nos dois orifícios “fudetórios”, nesse caso, alternadamente. Contudo, para aqueles que ainda acham que isso se trata de exceções, a velha máxima do mercado que explica a importância da lei da oferta e da procura liquida o assunto. Basta ir a qualquer um comércio que venda acessórios eróticos e ver qual o tamanho predominante dos maranhões expostos.

Nesses dias, estive em Sampa e, no afã de concluir esse texto, me apresentei como pesquisador de uma faculdade de psicologia do Rio Grande do Norte em dois badalados sex shops. Um deles tem uma gama de produtos que impressiona. Fica no fundo de uma famosa loja de lingerie na badalada Oscar Freire, no bairro dos Jardins. Lá, a pergunta que fiz foi objetiva:

– Qual o comprimento do maranhão mais vendido para as mulheres?

As respostas foram firmes e convincentes. Os campeões de venda e, por isso, mais expostos e com maior estoque são aqueles que medem entre 19 e 21 centímetros. Aliás, não se acha nada menor que 16 centímetros nesses espaços comerciais. Os menores diâmetros partem de uma lata de Coca-Cola e crescem para circunferências inimagináveis! Cadê o pênis médio de 13,24 cm? Prova irrefutável!

Conclusão: a xoxota padrão e a rola padrão são incompatíveis.

Alguém ainda tem alguma dúvida do por que daquela sábia expressão popular, que diz: “Eu descarrego um caminhão de bucetas e vou pegar o cuzinho lá embaixo”?

A sociedade veste a capa da hipocrisia e esse assunto, infelizmente, é velado. De um lado, pesa a acomodação das mulheres, por fatores hormonais, culturais e outros... Do outro, a falta de enfrentamento dos homens, pelo medo de serem acusados de terem um membro insuficiente...

Esse, sim, é um verdadeiro caso de saúde pública e deveria ser tratado como tal. As mulheres, desde cedo, deveriam ser conscientizadas da importância do fortalecimento da musculatura de suas vaginas, investindo no aprendizado de técnicas de contração vaginal, como, por exemplo, o pompoarismo. Na Tailândia, é costume passar esse conhecimento de mãe para filha, e as habilidades da aprendiz tem reflexo direto no valor do dote que será pago pelo futuro esposo. Por que será?

Portanto, ao invés de gastar milhões medindo pintos por aí afora, a medicina deveria, isso sim, além de esclarecer e incentivar tais práticas de fortalecimento muscular, fazer um mutirão mundial, visando o desenvolvimento de técnicas cirúrgicas, simples e eficazes, para ajustar a bitola das “grutas-do-amor” aos “paus de livro”. Essa seria, possivelmente, a maior revolução sexual da era moderna, superando o lançamento do Viagra.  São inimagináveis as repercussões que isso poderia causar, mas, de cara, eu poderia vislumbrar duas coisas óbvias: a cura total desse tipo de dismorfofobia citada na pesquisa e um aumento substancial na durabilidade dos relacionamentos entre homens e mulheres.

Escolhe-se uma parceira por diversos motivos: inteligência, intelecto, beleza, doçura, cheiro, valores morais e espirituais, entre outros. Tudo isso é muito bacana, mas pode perder o brilho com o passar do tempo. O animal homem depende de sexo bom para ser feliz e isso é fato! Portanto, quando tiver que escolher entre a parceira inteligente e a bela, ou entre a intelectual e a charmosa, não tenha dúvida: esqueça esses atributos secundários e escolha a da “xoxota” apertada! Essa vale ouro em pó! São minoria e eu as chamo de “mulheres havaianas”. Os anos se passam, mas elas se mantêm acochadinhas, não deformam, nem soltam as tiras.

Quem já viveu a experiência de transar com “mulheres havaianas”, ou com aquelas que dominam o pompoarismo, sabe do que estou falando. Para começo de conversa, independentemente do “número do seu pé”, você se agiganta e se sentirá um cover do famoso Kid Bengala! A ereção é tão forte e segura que seria possível riscar um fósforo na glande. O pau pega mais libras do que um pneu de bicicleta de competição e, como consequência, a ejaculação fica longa e com pressão descomunal. O orgasmo é pleno e o macho se delicia com um bem-estar físico e mental incomparáveis. Esse é, sem sombra de dúvidas, o maior alimento da paixão!

Por último, quero lembrar ao amigo leitor que, quando pensar ter encontrado a mulher dos seus sonhos, comece com um bom “scanner” da região pélvica e fique ligado! Antes de partir para o “approach”, lembre-se dos avisos colocados nas bocas de metrô, em manutenção, por toda a Europa: “Mind the gap”!