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sábado, 20 de setembro de 2014

A resposta ao Presente.




Recebi a poucos dias, de amigo e colega Marcos Rocha, um mote e junto ao tal, um pedido para eu glosar com o inusitado tema. Aí vai, Marquinhos, a glosazinha que, com o meu humilde "poetez", pude fazer:

Mote:

              Morrer cedo, ninguém quer
              E velho ninguém quer ser.

Glosa:

              É do homem e da mulher
              Um dilema sem igual
              É norma deste animal:
              Morrer cedo, ninguém quer!...
              Faça o tempo que fizer
              E que idade possa ter,
              Não devem aparecer:
              Rugas, manchas e caduquice;
              Tremedeiras da velhice...
              E velho ninguém quer ser!

Natal-RN 16 de setembro de 2014.

       Gibson Azevedo – poeta.

sábado, 26 de julho de 2014

Revitalizando o "OXENTE"...



                           Diante da notícia da morte do poeta, escritor e dramaturgo brasileiro, o queridíssimo e talentoso intelectual nordestino Ariano Suassuna, ocorrida ontem dia 23 de julho de 2014, na cidade do Recife-PE e dentro do imenso sentimento de perda que tomou conta do nosso país neste momento de luto, ouso revitalizar uma glosa de minha lavra, baseada em um mote dito ao Léo pelo grande Suassuna: “eu não troco meu oxente/ pelo o OK de ninguém!”

                               A você, grande mestre Ariano, uma humilde e sincera homenagem deste pequeno poeta... Descanse em paz grande homem!

Mote:
           Eu não troco o meu “oxente”
           Pelo o “Ok” de Ninguém

Glosa:
           Só se eu fosse um demente,
           Metido à besta, um frescote...
           Mesmo lanhado a chicote
           Eu não troco o meu “oxente”.
           Sou um homem diferente,
           Nem a tudo digo amém...
           Ouço com muito desdém,
           Um falar desaprumado...
           Não vou ser apalermado
           Pelo o “OK” de ninguém!

           Natal-RN, 12/dez./ 2011.
           Gibson Azevedo – poeta.



sábado, 19 de julho de 2014

Recapitulando um grande momento...














Gibson Azevedo
Poeta

Como prometi caríssimo Léo Sodré, arredondei o seu mote de inspiração divino etílica, quando você, no sábado passado, sentiu um desejo imenso de homenagear à sua sempre simpática namorada e companheira (...Mércia), e com ele glosei, humilde, dentro das limitações de um homem de pouca erudição. Talvez, tenha-me saído a contento. Que tal? Observe:

Mote:

Por mim, por amá-la tanto,
Viveria dentro dela.

Glosa:

Assumo, pra o meu espanto,
Desejos inconfessáveis...
Loucuras imagináveis,
Por mim, por amá-la tanto.
Cuidei possível, no entanto,
Por uma ideia singela:
Se meu corpo fosse dela
E se o dela fosse meu, 
Não tenho dúvida que eu
Viveria dentro dela!

Natal-RN, 19/Jan./2012.

Desencanto: buaahh!!!...

Gibson Azevedo
Poeta brasileiro

                   “Chorar é melhor da cama, que é lugar quente”!... Sábias palavras de domínio público cuja autoria se perde no tempo, mas nem por isto menos verdadeiras, menos atuais. É resumo brilhantíssimo do saber da experiência humana. Segui à risca, na prática, o seu real significado, não expus ao ridículo as minhas emoções, as minhas tristezas, os meus medos, a minha decepção, o meu pranto... Assisti a derrocada previamente anunciada, deitado na minha redinha de dormir, local predileto à distensão de minhas canseiras diárias. Antevi o desastre.
                       Há quase uma década, seguindo a cartilha histórica dos péssimos governantes que tentam satisfazer os anseios populares enganando com manobras ilusórias, há muito celebrizadas, por demais conhecidas e adotadas pelos caudilhos inescrupulosos intituladas de “pão e circo”, um presidente falastrão, de hábitos libidinosos, inconsequentes e etílicos, megalomaníaco ao extremo, comprou a peso de ouro (recursos que não lhe pertencia) duas imensas e desnecessárias farras esportivas que ocorreriam em futuro próximo –  em dois mil e quatorze e dois mil e dezesseis, para ser mais exato.
                        Assim como os imperadores romanos nos primórdios do cristianismo, déspotas que construíram suntuosas arenas para divertir a populaça à custa do sangue de muitos inocentes, imolados naqueles antros de perversão, sessões de tara coletiva regada a muito vinho e fanfarras, o nosso leviano representante foi até “Olimpo” da FIFA e do COI e, ofereceu o corpo e a alma da Nação, em troca da escolha destes dois eventos nas terras da nossa Pátria tão sofrida, de um povo tão inculto que,  logo aos primeiros momentos aplaudiu tamanha sandice, sem dar-se conta do desastre que secundaria o começo desta aventura. Tamanho foi o imbróglio perpetrado por aquele mandrião, que isentou, servilmente, àquela entidade internacional de recolher os devidos impostos sobre os ganhos adquiridos com todo tipo de “negócios” no nosso “terreiro”, durante o período no qual ocorreriam os citados jogos. Em nenhum país do mundo, nos quais ocorreu este evento, encontraram este gracioso tipo de benesse. Nenhuma republiqueta permitiria esse enorme disparate administrativo. Nosso povo, anestesiado com uma esmola oficial como a do “bolsa família”,  bobo e desinformado, incontinente engoliu o engodo. Fez-se “quizumba” com o dinheiro público. Também à custa o empobrecido erário, aquele apedeuta projetou e iniciou  a construção das suntuosíssimas arenas, na sua grande maioria, desnecessárias, manobra que beneficiaria construtores apaniguados e contribuintes do seu partido político, ninho gerador da mais baixa rapinagem aos recursos da nossa vilipendiada Nação.
                              Isto tudo na confiança excessiva que o nosso selecionado - time de futebol - penta campeão mundial, ganharia, de barbada, uma copa realizada no nosso território, auferindo-lhes dividendos políticos inimagináveis, mantendo-os, desta forma, eternamente no poder. Na euforia dos primeiros dias, aproveitou o momento favorável e elegeu um poste – Dilma Roussef – para substituí-lo, assim atapetando o momento da sua volta ao posto de mando. Tudo bem planejadinho!...
                              Assim não quis o acaso... E mesmo tendo custado vidas e sofrimento da parcela mais sofrida da nossa gente, descaracterizando-nos como seres humanos por vários anos, e muito mais, sabe-se quanto..., caprichosamente, no dia 08/07/2013, sofremos uma derrota humilhante, vergonha que nenhum dos mais humildes torcedores brasileiros imaginaria que viesse a acontecer. Pois aconteceu! Ante uma Alemanha organizada e obstinada, país culto e próspero, que já pagou um preço muito alto por acreditar nas leviandades de um lunático, juntou os cacos daquela derrocada e construiu o país dos sonhos de muitos.    
                      Esperamos que, aqui tenhamos também o discernimento de expurgar esta choldra de bandidos, que malsinadamente, para nós, se nos acometeu. O futebol foi só um aviso... Virão os jogos olímpicos e a catástrofe poderá ser ainda maior.
                    Ui!... Que medo! Melhor chorar na cama.

sábado, 24 de maio de 2014

O "Óleo Santo de Jacó"















Aí vai a minha contribuição que fiz ao poeta do Acari-RN , Miudinho(Jesus de Ritinha de Miúdo). Refiro-me a matéria que veiculou alhures, na qual o Bispo Adelino, da cidade de Jundiaí -SP - espertalhão mor destas igrejas de fundo de quintal - prometia restaurar a virgindade das moças que na sorrelfa já haviam sido iniciadas na vida sexual. O tal dissimulado convidava todas elas para, gratuitamente, comparecerem a sua "Santa Igreja", assegurando que num período de quatro semanas usando o "Óleo Santo de Jacó", teriam de volta o seu lacre virginal.

Amigo Jesus, gostei muito da sua glosa sobre o inusitado assunto... Faço aqui a minha homenagem poética a este espantoso milagre, enaltecendo “com justiça” o destacado milagreiro:

Mote:
              Se perdeu o seu cabaço
              Procure o bispo Adelino
Glosa:
              Descarte o embaraço,
              Esfrie a sua cabeça,
              Não chore, não se aborreça,
              Se perdeu o seu cabaço...
              Pois se gostas do bagaço
              De um namoro clandestino,
              Se já teve até menino,
              Não fique a cair no pranto
              Que a cura é o óleo santo...
              Procure o bispo Adelino!

             Gibson Azevedo - poeta

sábado, 26 de abril de 2014

MUGIDOS DE UMA VACA LOUCA















Por Gibson Azevedo
Poeta

Veiculou há dias, no Facebook, uma matéria sobre uma reunião de desocupados, dentre os quais estava presente o ex-presidente Lula, rindo a escangotar-se dos impropérios proferidos, com raríssima peçonha, pela professora universitária Marilena Chauí, animando a platéia de sectários apaniguados dos petralhas, com impensáveis estapafúrdios. É de se perguntar ao Luleco: “Tá rindo de quê, cabrão?”

A citada energúmena, às línguas soltas, mugia, derramando sua baba bovina: “Eu odeio a Classe média!” “Acho-a um atraso de vida, uma estupidez”... “Abomino a classe média”. “Acho-a reacionária, conservadora, retrógrada!”... “São pessoas petulantes, terroristas e arrogantes”. “Se eu pudesse mandava matá-los!...”
E por aí, essa desmiolada foi distribuído o seu ódio pseudo-cívico, satisfazendo a tara sectária da platéia embevecida na ira. Penso tratar-se de um caso raro de fobia democrática ou sintoma de um raríssimo tumor – para não dizer, único – um “fecaloma alienantis”.

Como poeta não contive a minha indignação perante tamanha desordem mental ditas ao arrepio da lei e modestamente opinei:

Mote:

            Ao babar um mandrião,
            CHAUI cagou pela boca.

Glosa:

             Destilando frustração,
             Num encontro de pelego,
             Criou um desassossego
             Ao babar um MANDRIÃO...
             Caprichou na encenação,
             Com a voz de velha, já rouca,
             Soltou vagidos de louca:
             “Que odiava a classe média”...,
             E nesta tragicomédia,

             CHAUI cagou pela boca! 

sábado, 19 de abril de 2014

A natureza, esta eterna supresa.



   














        Recebi do amigo Vicente, um mote que abordava um enorme trovão que ocorreu em Natal na madrugada do último sábado, dia 05 de abril, fenômeno este, que despertou este recanto humano, assustando todos os moradores desta pacata urbe. Nunca estivemos em guerra, sob ação de bombardeios, por isto mesmo não estamos acostumados  a enormes e demorados estampidos.
       Aproveitei uma foto/montagem  de uma matéria colocada no Facebook pelo grande amigo Marivaldo Ernesto dos Santos, que ilustrava o inusitado fenômeno ocorrido na nossa cidade, até porque eu também assustei-me com o supracitado trovão. Este mote, repito, foi-me presenteado graciosamente pelo amigo Vicente, o maior cantor amador que eu conheço nestas cinquenta léguas que nos circundam.  Glosei com muito gosto:
Mote:
              Toda cidade tremeu
              Com o barulho do trovão
Glosa:
               Quem estava vivo gemeu
               Ou mesmo se fez de morto,
               Provocou até aborto:
               Toda a cidade tremeu!...
               Até o surdo atendeu
               Àquela assombração,
               Um tipo de explosão,
               Grande "PUM''da natureza...
               Tremeu Natal, é certeza,
               Com o barulho do trovão!

             Natal-RN, 05 de abril de 2014.

                Gibson Azevedo – poeta.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

POESIA BOTEQUEIRA

Mote:

              Enquanto Dequinha expulsa

              Mário Barbosa fatura.

Glosa:

              É dada uma desculpa insulsa

              Ao freguês do Azulão,

              É da Lei do Talião,

              Enquanto Dequinha expulsa.

              Munganga que dá repulsa,

              Nem biriteiro atura...

              Pois lhe causa amargura,

              “Pé na bunda” antecipado...

              Já que o Azulão é fechado:

              Mário Barbosa fatura!...



                     Natal-RN, 03/maio/2012


                    Gibson Azevedo – poeta.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Por mim, por amá-la tanto, viveria dentro dela

Como prometi caríssimo LeoSodré, arredondei o seu mote de inspiração divino-etílica, quando você, no sábado passado, sentiu um desejo imenso de homenagear à sua sempre simpática namorada e companheira (....), e com ele glosei, humilde, dentro das limitações de um  homem de pouca erudição.  Talvez, tenha-me saído a contento. Que tal?

Observe:

Mote:

               Por mim, por amá-la tanto,

               Viveria dentro dela.

Glosa:

               Assumo, pra o meu espanto,

               Desejos inconfessáveis...

               Loucuras imagináveis,

               Por mim, por amá-la tanto.

               Cuidei possível, no entanto,

               Por uma ideia singela:

               Se meu corpo fosse dela

               E se o dela fosse meu,

               Não tenho dúvida que eu

               Viveria dentro dela!


            Natal-RN, 19/Jan./2012.

            Gibson Azevedo – poeta.

domingo, 6 de novembro de 2011

Peres

Gibson Azevedo
Poeta

                             Conheci, há alguns anos, um senhor que atendia pelo nome de André Peres. Um homem de espírito desarmado que ostentava um corpanzil de bonachão. E no rosto daquela figura simples, guarnecia o seu sorriso franco um venerável bigode de mais de meio século de existência. Era, apesar de ser um autêntico boêmio, um trabalhador na sua faina de funcionário público. Frequentava alguns bares, inclusive o bar do vovô, no bairro de Petrópolis, onde nos conhecemos.  Peres era um poeta, o mais popular que o seu gosto de homem maduro permitisse. Gostava de versejar e declamava pausadamente ao sabor de sua verve singular, com a voz grave e nasalada e uma gostosa encenação. Era, como disse, um poeta!... Adorava ouvir algumas loas feitas por seus pares. Era de um bom papo, uma companhia agradável.

                            Gostaria de prestar-lhe uma sincera homenagem, publicando alguma poesia de sua autoria. Confesso que caíram no esquecimento toda aquela alegria, que eram os seus poemas, a maioria de cunho fescenino. Peres nunca publicou nada. Acho que foi melhor assim... , pois testemunho boquiaberto, serem editados nesta aldeia de Poti toda sorte de baboseiras, fruto de topetudos que se dizem poetas, mas que os  produtos destas falsas liras são letra morta a mancharem o branco límpido do papel, com garatujas desenxabidas, caraminholas insípidas, insulsos estropícios literários.  Com o mestre Peres víamos um versejar diferente, sem meias palavras, em um ritmo e métrica inconfundíveis; mesmo que a sua poesia fosse pouco recomendável às pessoas de ouvidos delicados, reticentes aos versos licenciosos, obscenos.

                             Lembro que ele se referia a um encontro de poetas glosadores ao qual ele compareceu, oportunidade na qual declamou uma glosa de sua autoria, da qual, com pesar, só lembro o segundo verso do mote: “merda n’água não afunda”. Contava, às gargalhadas, que alguns luminares da poesia, presentes àquele evento, desceram, dos seus respectivos pedestais, para abraçá-lo com honestas saudações de júbilo. Quantas saudades, mestre Peres! Por isto mesmo, lanço mão da minha veia poética para reder-lhe esta singela galanteria, com o mesmo tipo de poesia que tanto gostava... E usando a parte do mote que não se perdeu, da sua inusitada e hilariante glosa, ousei glosar:

Mote:

Vindo de qualquer Sujeito
Merda n’água não afunda

Glosa:

Não é que seja defeito,
Erro de fabricação...
É próprio do cagalhão,
Vindo de qualquer Sujeito.
Quanto a isto não tem jeito,
Não há com que se confunda...
Saindo de qualquer bunda,
Seja do pobre ou do rico,
Saiu de qualquer furico:
Merda n’água não afunda!

Natal-RN, 23 / out./2007.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Conversando é que se entende... Será?

Gibson Azevedo
Dentista

Uma conversa leva à outra sem a menor dificuldade.  Surpreende-nos a fluidez com que os argumentos que iniciam uma conversa, sem maiores explicações, transformam-se nas idéias mais estapafúrdias as quais pudéssemos imaginar. Se o proseado enveredar pelos caminhos das discussões, aí é que a coisa pega; o trajeto destas altercações parece adquirir vida própria, ignorando a vontade dos verbo-contendores. É tanto, que existem pessoas que evitam falar de assuntos polêmicos ou que tenham conhecida aptidão de descambarem para uma porfia. Futebol, religião ou política, são temas refugados pelos palradores mais experimentados. Experientes que são, jamais se arriscam em transitarem por esses terrenos incertos, verdadeiros campos minados. Entretanto, mesmo os mais longevos conversadores, se assustam ao perceberem-se envolvidos nos mais estranhos conversares, situações que os incomodam sobremaneira e os enlaçaram sem maiores cerimônias, como se aquilo fosse arte do Capeta. “Ô..., cus diabos! Eita, que já chegou o trololó novamente! Tem jeito não!...” É assim..., parece praga de cigano: quando menos se espera, acontece.

Para ilustrar, lembro-me de certa contenda verbal travada por velhos conhecidos, na força irresponsável de uma bebedeira dominical, que já se prolongava ao ocaso daquele dia, depois de muitos temas abordados, enganchou-se na milenar instituição Maçonaria, com os seus muitos e sigilosos regulamentos e mitos.  Não sou maçom. Ao menos, não até este momento. Já recebi incontáveis convites para ingressar as suas fileiras, mas, confesso que, por descuido ou por pura preguiça, declinei dos simpáticos assédios.  O que não quer dizer que não possa mudar de idéia e ingressar àquela augusta e milenar associação de “pedreiros”.
Pois bem, como foi dito, em um domingo (à tardinha), reunidos no bar do Almeida, estávamos a jogar conversa fora: eu, o jornalista Leonardo Sodré, o repatriado Dinarte Medeiros (morou uns tempos em Santos-SP) e o colega dentista Humberto Dantas. Acho que pelo fato de Humberto e Dinarte serem maçons, o assunto maçonaria veio à baila. Dizia Leo, já bastante alcoolizado. "Humberto, o meu pai era maçons grau trinta e três, portanto, seria muito natural que eu também o fosse. Todavia, não consigo encarar uns ritos antiquados, no meu entendimento, e os tão decantados segredos; fama milenar da provecta maçonaria". Bastou isto para o circo pegar fogo. Discute-se daqui, pondera-se dalí, aparecem alguns argumentos válidos, mesmo que movidos a raciocínios truncados, meio ao torpor etílico. O fato é que o assunto não terminava nunca...  Lá pras tantas, Humberto fez algumas alegações nas quais citava que  só os maçons e talvez os componentes de umas poucas congregações de capuchinhos e similares, como: os franciscanos, os beneditinos e outras, se tratavam pelo título carinhoso de “Irmão”. Devia ter ficado calado, pois, logo em seguida, foi interpelado por uma inesperada pergunta:
- E os maconheiros? Você não está esquecendo-se deles, não?
- Maconheiro? Que história é essa? - perguntou o surpreso Humberto.
- Sim! Todo maconheiro quando se encontra com um parceiro diz: “Mermão”! Tô muito doido, bicho!...

Então, é ou não é para se ter cuidado com os papos de botequim?