terça-feira, 30 de dezembro de 2014

PARNAMIRIM OU RECIFE? FOTO DE HART PRESTON (LIFE) EM 1941


segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Liderança


O IBOPE apresentou o resultado da pesquisa de audiência televisiva do Rio Grande do Norte. Pela 6ª vez consecutiva a TV Ponta Negra conquistou a liderança no horário nobre local. Entre meio dia e duas da tarde os programas Patrulha da Cidade e Jornal do Dia são os mais assistidos nas casas dos potiguares.

Além de liderar há 3 anos consecutivos, o resultado divulgado na última quarta-feira mostrou um crescimento significativo dos índices de audiência da TV Ponta Negra. O Patrulha da Cidade, que tinha 28.6 pontos, passou para 29.7 e chegou a picos de 35 pontos. Já o Jornal do Dia saltou dos 18.9 para 21.8 pontos chegando a picos de 24 pontos.

Com esses resultados a TV Ponta Negra continua sendo a afiliada do SBT com maior índice de audiência do Brasil. Além disso, os jornais locais continuam à frente da programação nacional da concorrência.

Todos os outros programas da grade local da emissora subiram no IBOPE. O matutino Jornal do Estado saiu de 6.1 para 10.7 pontos, crescimento de 75,4%. O Tudo de Bom cresceu de 9.7 para 12, crescimento de 23,7%. Já o esportivo Arena tinha 10.5 e foi para 15.2 pontos, crescimento de 44.7%. O Versátil saltou de 11.4 para 16.6, crescimento de 45,6%. A edição da noite do Jornal do Dia saiu de 7.6 para 11.3, crescimento 48,6%. Programa de entretenimento semanal, o Mais fecha o ano subindo de 9.1 para 15.7 pontos, crescimento de 72,5%. E o caçula da casa, Primeiro Plano, estreou com 10.5 pontos de audiência domiciliar.

O crescimento da TV Ponta Negra na média diária mostra a preferência cada vez maior do telespectador pela afiliada do SBT no Rio Grande do Norte. A média de audiência de segunda a domingo, das 06h00 às 25h00 era de 8.7 e saltou para 13.1 pontos, o que representa um crescimento de 50%, o dobro do crescimento da emissora concorrente.

Fiart 2015 valoriza bordados, rendas e crochês do artesanato potiguar



     Janeiro está chegando e a grande pergunta é o que fazer na alta estação em Natal? 

    Além das praias e de alguns eventos, ninguém sabe ao certo o que realmente de grande acontece. A única opção programada é a realização no período de 23 de janeiro a 01 de fevereiro de 2015, no Pavilhão das Dunas do Centro de Convenções, da Fiart (Feira Internacional de Artesanato), evento que reúne uma variada programação cultural, gastronomia de alguns estados do Brasil,  e o melhor do artesanato local, nacional e internacional, em estandes organizados dentro de uma grande estrutura, tornando Natal a capital nacional do artesanato neste período e reunindo aqui a diversidade do artesanato brasileiro, que é reconhecido como dos melhores do planeta.

     Com expectativa de público em seus dez dias de 70 mil visitantes para os 385 estandes, a Fiart 2015 tem como tema, “O entrelaçar dos fios tece novas oportunidades”, destacando assim os bordados, rendas e crochês, muito vivos em nossa cultura artesanal. 

     O organizador da Fiart, Neiwaldo Guedes, da Espacial Eventos, é um entusiasta dos bordados, rendas e crochês, que são facilmente encontrados no trabalho de diversos artesãos potiguares e tem orgulho de incentivar essa produção em todas as edições da Fiart, pois considera fundamental a divulgação do que aqui é produzido, além do escoamento da produção e do intercâmbio fomentado pelos empreendedores individuais que ocupam a maior parte dos espaços da Fiart durante sua realização.

     Para Guedes, “temos uma história de incentivo a cada um destes personagens que tecendo seus fios, criam oportunidades e geram rendas para seus familiares e para a região em que estão inseridos. Por trás de cada um deles existe uma vida de lutas, qualificação e busca por novos saberes, sendo a Fiart um importante instrumento nesta cadeia produtiva e fator preponderante de crescimento para todos eles em todos os elos deste segmento”.

     
     A Fiart é um evento consolidado no calendário turístico do RN e movimenta a alta estação em Natal, provocando nos turistas boa impressão e ofertando excelentes oportunidades de lazer com cultura e diversão variada.

Serviço:

20ª FIART – Feira Internacional de Artesanato
Período: 23 de janeiro a 01 de fevereiro de 2015
Estandes: 385
Nº. de artesãos: 2.200
Participantes: artesãos de todo o Brasil e de 16 países
Artistas da programação cultural: 1.460
Trabalhando na organização do evento: 370 pessoas
Valor investido: R$ 1.000.000,00
Valor movimentado na Fiart 2014 – R$ 9.700.000,00 com a venda de produtos
Estimativa de público: 70.000 mil visitantes nos 10 dias do evento
Horário de funcionamento: segunda a quinta – 15 às 22h (primeira semana). Sexta a domingo de 15 às 23h. 

EURICO GASPAR DUTRA EM RECIFE. FOTO: HART PRESTON (LIFE), 1941


sábado, 27 de dezembro de 2014

OFICIAIS BRASILEIROS EM 1941 (FOTO DE HART PRESTON, LIFE)


ESPAÇO


Escalo o espaço (apoiado na rocha)
e desprendo-me ao pássaro
(não apoiado na rocha).

Desdigo a palavra amorosamente
                               sussurrada.

(Pedro Du Bois, inédito)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Paralamas do Sucesso faz apresentação na Arena das Dunas




Dez e quinze da noite. Uma máquina do tempo se instala no telão ao fundo do palco, exibindo os principais acontecimentos dos 30 anos de trajetória dos Paralamas do Sucesso. Em recortes de vídeos, fotografias, clipes e demais registros, toda a caminhada da banda está ali, diante dos nossos olhos, abrindo espaço para os próprios Herbert Vianna,Bi Ribeiro e João Barone que começam a tocar rapidamente.

“Alagados” é a primeira música, antes mesmo que o líder da banda carioca cumprimente a plateia que lotou o estádio Arena das Dunas. “Muito muito muito boa noite Natal. Acima de tudo é uma alegria estar aqui, e vocês fazem tudo valer a pena”, garantiu Herbert.

Entre todos os shows do Natal em Natal 2014 até agora, o do Paralamas do Sucesso foi o único a apresentar uma estrutura de palco própria, com todo o sistema que eles costumam montar pelos shows Brasil a fora, o que permitiu uma experiência diferenciada do show.

Em “Patrulha Noturna”, por exemplo, as luzes do palco simularam uma sirene policial, de acordo com o que a letra fala, enquanto o telão mostrava mais imagens da banda. Todas as músicas eram também introduzidas por uma projeção própria no telão, e assim a banda passou por diversas faixas da carreira, como “Saber Amar (1995)”, “Meu Erro” (1984), “Óculos” (1984), “Alagados” (1985) e “Você” (1986).

O hit romântico “Aonde Quer que eu Vá” é uma das últimas a ser executada, um pouco antes de João Barone agradecer ao público caloroso da noite. “A gente tá se sentindo Paul McCartney aqui hoje. Muito obrigado, e um 2015 muito feliz para todos vocês, vamos fazer esse Brasil dar certo”, pediu o músico.

Fagner encerra o Festival de Música com grande público da Zona Norte




O público lotou o estacionamento do Ginásio Nélio Dias neste sábado (20), na última noite do Festival de Música do Natal em Natal, para acompanhar a grande atração do dia, o cantor Fagner.

Mesclando canções do CD “Pássaros Urbanos” lançado este ano e grandes sucessos, o cantor cearense levou a plateia ao delírio quando fez um retrospecto de sua carreira com músicas como “Borbulhas de amor”, “Espumas ao vento” e “Revelação”. Um verdadeiro coro de vozes se fez.

Com a banda completa, Fagner animou o público presente e falou sobre a alegria de retornar a Natal. A festa ocorreu tranquila com muitas famílias e pessoas de todas as idades.

A noite ainda teve o grupo Choro Bom e Alexandre Moreira que trouxe para o público da Zona Norte clássicos do choro e do samba. E a eclética apresentação de Sérgio Groove, com música instrumental, forró e até Michel Jackson.

Fotos: Joana Lima

BAIRRO DA RIBEIRA (NATAL/RN) EM 1941. FOTO: HART PRESTON (LIFE)


sábado, 20 de dezembro de 2014

PALAVRAS


ESCADARIA


A escadaria traduz
na inclinação do espaço
                    a ambição do corpo
                    em descompasso

degraus suspendem
instantes
decompostos no subir
                      e descer

patamar apropriado
na tradução não literal
da ocupação do corpo

a escadaria traduz
o elemento inovador: estágio
                                   inconcluso
                                   de me dizer
                                   em casa.

(Pedro Du Bois, inédito)

MILITARES BRASILEIROS DESFILAM. FOTO: HART PRESTON (LIFE), 1941


ESTOU OBSIDIADO?


Por Flávio Rezende*

             Tempos atrás sobrecarregado com tantas coisas e desencantado com a falta de mãos que pudessem ajudar na condução das ações humanitárias da Casa do Bem anunciei que fecharia a ONG e passaria tudo para a gestão do Conselho Comunitário do bairro de Mãe Luiza, em Natal/RN, onde moro e atuo.
            O tempo passou, problemas burocráticos do Conselho Comunitário impediram a concretização da ideia e sigo com a Casa do Bem esperando outros cenários futuros.
            Neste período relatado no início do presente escrito passei por um querido amigo nos corredores da UFRN, e ouvi do mesmo que esse lance de querer fechar a Casa do Bem era obsessão que estava sofrendo.
            Obsessão para quem não sabe é a pessoa que “sofre a influência perniciosa de um espírito encarnado ou desencarnado”. Pois bem, hoje de manhã lendo os jornais vejo que um artista recebeu 25 mil reais de órgãos culturais federais, um banco e outras entidades para fazer uma enorme pedra de gelo com água do mar do bairro de Areia Preta e fazê-la derreter no Centro da cidade.
            A justificativa do artista é a promoção da reflexão entre os bairros mas, o danado é que no lugar da reflexão o tal ato cultural/filosófico/moderno/intercultural etc. e tal promoveu mesmo foi indignação. O tal cubo de gelo derreteu ainda no local do congelamento e o dinheiro público esvaiu pelo ralo.
            Caros leitores, confesso que devo estar mesmo obsidiado, pois tempos atrás achava essas performances uma coisa de gênio, maravilhosas criações de mentes diferenciadas e, agora, me perdoem a sinceridade, acho é muito desperdício de dinheiro público, que podia muito bem ser aplicado em coisas culturais mais futurosas e que realmente provocassem reflexões mais entendíveis.
            Com 25 mil por exemplo, dava para publicar uns 6 ou 7 livros de autores locais e leva-los para debates nas escolas públicas com muitos benefícios para ambos os lados e um saldo magnífico de conteúdo verdadeiramente aproveitável.
            Além de me questionar sobre alguns investimentos em cultura, também acho que estou obsidiado pelo fato de ter me tornado carnívoro tempos atrás. Durante 17 anos fui vegetariano e de uma hora para outra comecei a ter uma vontade enorme de comer caranguejo, terminando realizando tal ato e ampliando para galinhas, vacas, peixes etc. Até hoje estou desconfortável com essa mudança e desconfiando que o obsessor curtidor de frutos do mar e churrascaria ainda cerca meus atos gastronômicos.
            A obsessão pode ser ampliada no espectro político do meu ser. Era um petista radical, defendia tanto Lula que até chorava quando alguém insinuava sua desonestidade e cheguei a brigar com várias pessoas num spa que iam votar contra Dilma na eleição anterior. No começo do mensalão ia todos os dias para uma padaria me juntar a um amigo petista para juntos formar banca advocatícia governista diante de outros amigos que baixavam o cacete nos bandidos.
            No meio do mensalão, ouvindo atentamente o julgamento e vendo as provas palpáveis dos malfeitos, comecei a desconfiar que meus ídolos eram mesmo canalhas, tendo o espírito obsessor direitista ou reacionário como eles dizem, se apoderado do meu ser e, hoje, acredito piamente que Lula, Dilma, Dirceu, Vaccari e esse povo todo não só sabe de tudo, como ordenaram, se beneficiaram e planejaram essa safadeza toda, querendo se eternizar no poder e, isso, não aceito que seja feito, pois foram entronizados justamente para fazer diferente, direcionar o Brasil para o lado oposto dos malfeitos.
            Então caros leitores, devo estar realmente sendo obsidiado por espíritos contrários a tudo que antes eu pensava, estando agora absorto na dúvida: os espíritos obsessores são do bem ou do mal?
            Quanto ao vegetarianismo, confesso que gostaria de voltar a ser. Quanto a avaliação das artes modernas e algumas de suas babaquices sem futuro, deixa rolar para ver onde vai dar e, quanto a questão política, sei não, duvido muito que diante de incontáveis provas tanto do mensalão, quanto do petrolão e de tantos outros que ainda virão, meu obsessor esteja enganado. Acho que ele está é certíssimo em me colocar contra essa canalha toda, afinal formei ao lado do PT por muitos e muitos anos por ser contra a bandidagem que existia e não para tirar o rato azul e colocar o vermelho, só pelo simples fato do rato vermelho posar de santo popular.
            O que precisamos hoje em dia é de progresso, emprego e renda e colocar todo o povo para trabalhar e não de uma política pseudo humanitária de submissão da população, criando massa de manobra no curral da pobreza e por debaixo do pano juntando grana para na vida pessoal luxar e na ação política enganar.
            Obsessores do bem circulem por ai e extraiam desses férteis campos nacionais, o adubo para a semeadura correta para que no futuro possamos voltar a colheita das boas práticas e de uma ética verdadeira e saudável para nosso Brasil virar com orgulho, a pátria anunciada como líder em nosso planeta azul.

·         * É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (escritorflaviorezende@gmail.com)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Festival de violeiros realiza disputa entre estados


Um grande festival de violeiros, de estado contra estado, vai animar o Recife, nesta sexta-feira (20). Estarão na disputa duplas de repentistas de cinco estados do Nordeste: Pernambuco (Ivanildo Vila Nova e Luciano Leonel), Rio Grande do Norte (Raulino Silva e Antônio Lisboa), Ceará (Paulo Pereira e Genaldo Pereira), Piauí (Hipólito Moura e Edmilson Ferreira) e Paraíba (Raimundo Caetano e Sebastião Silva). De acordo com os organizadores, esses são os estados onde esse tipo de cantoria é mais forte.

Os temas das disputas serão preparados e colocados em envelopes lacrados e sorteados no palco, na hora da apresentação, para que seja totalmente de improviso. Os assuntos serão os mais variados possíveis. Os itens julgados são: rima, métrica e oração. Cada dupla discorre sobre quatro modalidades, três em julgamento e uma livre.

A comissão julgadora do festival é formada por Mariana Teles, escritora, poetisa e declamadora de Tuparetama, Djair Olímpio, poeta repentista de Gravatá, e Heleno Alexandre, poeta repentista de Sapé.

O Festival de Repentista Estado contra Estado será realizado no auditório do Sindsprev, localizado na Rua Marquês de Amorim, no Bairro da Boa Vista, em Recife, e começa às 20h. Os ingressos custam R$ 20,00. Mais informações podem ser obtidas com os organizadores Rogério Meneses (99139011 ou 94221884) e Rivaldo Meneses (88837855 ou 81399345).

Artistas visuais realizam coletiva em Nova Cruz



Demetrius Montenegro, Dante Barrazza e Pablo Moran abraçam iniciativa de descentralização das ações culturais, com abertura de mostra que celebra arte brasileira e chilena na cidade-pólo do Agreste

O artista brasileiro Demetrius Montenegro, natural de Nova Cruz, e os chilenos Dante Barrazza e Pablo Moran têm em comum o talento pela pintura e o amor à praia da Pipa, onde escolheram morar e praticar sua arte. Atualmente, revezam-se em aulas de artes para crianças e jovens na cidade de Nova Cruz, no centro cultural viabilizado com recursos próprios de Demetrius Montenegro. Nesta sexta-feira, 19, às 19h, será aberta a Exposição Coletiva Brasil e Chile, com programação musical para brindar este momento especial.

Ousadia parece a palavra mais apropriada para definir o artista Demetrius Montenegro, que mantém uma galeria própria na avenida principal da praia da Pipa e exporta sua arte para os mais variados lugares do mundo. Mesmo consolidando sua carreira num lugar de grande fluxo turístico, ele se sente completamente realizado agora, ao tornar realidade o projeto de ter seu próprio espaço na sua cidade de origem. “Sempre sonhei estar em contato mais próximo com meus conterrâneos, levando um pouco de esperança através da arte para as pessoas de Nova Cruz”.

Dono de traços marcantes, seja retratando figuras fortes do imaginário popular, seja interpretando os sentimentos mais puros em obras abstratas as quais classifica de paisagens íntimas, Montenegro dá um novo passo na sua vida profissional. Hoje, aos 35 anos, ele demonstra bastante sensibilidade ao retomar ao seu primeiro amor, ou seja, à cidade que testemunhou seus primeiros passos na arte.

O humor ácido do Emblemas Funk faz show especial de Natal neste domingo, 21


A Virada Cultural de Natal traz dentre suas atrações o Emblemas Funk, trupe natalense de funk carioca

O show é gratuito como toda a programação do evento e o Emblemas Funk manda o seu recado a partir das 20 horas do domingo, dia 21, no palco do POLO ATELIÊ (Ateliê Flávio Freitas) na avenida Duque de Caixas. Após hiato de dois anos, o trio de funkeiros dono de letras bem humoradas e performance ímpar, sobe novamente ao palco com show especial de natal. Danina Fromer, Lu Sabino e DJ Pokemon encaram o público com performances renovadas e sempre inteligentes, prontos para fazer todo mundo dançar e se divertir.

O Baile Funk ou Funk Carioca é a vertente de música eletrônica mais popular no Brasil. E é nele que se apoia o show do Emblemas, grupo de Baile Funk potiguar que desde 2008 toca o terror na noite natalense.

Com influências de UDR, João Brasil e Deise Tigrona, além de funk, o Emblemas passeia pelo pop internacional, ragga, rasteirinha, música erudita e até mesmo guitarras do famigerado “roquenrou”.

Com o ousado slogan: "Se você não rir, nós garantimos a devolução do seu dinheiro", a banda ganhou destaque pelas letras irreverentes como os trechos: "Quem é você no Midway?" e  "Você tem plano de saúde? Não? Então é SUS, SUS, SUS, SUS...", além de versões proibidonas para clássicos do cancioneiro popular.

Bololô Cia Cênica continua temporada do espetáculo MARGEM RIBEIRA




Grupo foi selecionado no Edital Natal 
em Cena 2014, e segue com apresentações 
gratuitas na zona Norte integrando 
programação do Natal em Natal

A Bololô Cia Cênica segue em temporada com o espetáculo "Margem Ribeira" nos  próximos dias 18, 19 e 20 (quinta, sexta e sábado), sempre às 19h, no estacionamento do Ginásio Nélio Dias, na zona Norte de Natal. As apresentações integram a programação do Natal em Natal, e a montagem está sendo realizada através do Edital Natal em Cena 2014, da Fundação Cultural Capitania das Artes (FUNCARTE) - Prefeitura Municipal de Natal.

No total serão 9 apresentações durante três semanas nas zonas Oeste, Norte e Sul da cidade. Nos dias 4, 5 e 6, o espetáculo foi apresentado na Praça da Matriz em Cidade da Esperança; dias 18, 19 e 20, será no pátio do Ginásio Nélio Dias; e nos dias 25, 26 e 27 de dezembro, na Árvore de Mirassol, encerrando a primeira temporada do "Margem Ribeira". Classificação indicativa: 14 anos.

SOBRE O MARGEM RIBEIRA

A partir de alguns contos selecionados da obra de Marcelino Freire (PE) e do cotidiano do bairro da Ribeira e seus transeuntes, ambos à margem de sua Natal, a Bololô Cia. Cênica concebeu o projeto “Margem Ribeira”, convidando o diretor pernambucano Marcondes Lima (PE), a preparadora de elenco e assistente de direção Ceronha Pontes (PE), e o dramaturgo cearense Rafael Barbosa a compor a equipe de criação.

Prefeitura de Extremoz realiza mais uma edição do "Natal na Praça"


             Prefeitura de Extremoz, por meio da Fundação de Cultura Aldeia de Guajiru, realizou na noite desta quarta-feira, 17, mais uma edição do projeto cultural "Natal na Praça", realizado anualmente no complexo urbanístico Francisco Rêgo, localizado no Conjunto Estrela do Mar.

            O evento contou com a apresentação do concerto natalino executado pela Banda Municipal e o espetáculo teatral ‘Natal Feliz’, com apresentação da ‘Dança dos Anjos’ e jogral de um presépio vivo.

            “Foi um bom ano para a cultura de Extremoz. Nossos grupos culturais participaram de todas as atividades do município e também de festivais, inclusive em outras cidades e em eventos como a FIART, por exemplo,” disse Valdeleda Medeiros, presidente da Fundação Aldeia de Guajiru. “Em 2015 vamos estruturar aulas de teatro e vamos fazer um resgate, uma releitura do Pastoril, que antigamente existia no município. Para tanto, fizemos pesquisas junto a pessoas mais idosas que participaram desse tipo de atividade cultural no passado”, concluiu Valdeleda, informando que a fundação havia instalado três presépios feitos com materiais reciclados em Jenipabu, Centro Antigo e no Complexo Urbanístico Francisco Rêgo.

Mensagem


            O encerramento contou com a mensagem do prefeito Klauss Rêgo, que desejou aos presentes boas festas e lembrou sobre as mudanças ocorridas no Centro de Extremoz. “Quero aproveitar essa linda festa para desejara a cada um de vocês um excelente Natal e um 2015 de realizações e sucesso", desejou o prefeito.

TRABALHADORES BRASILEIROS EM PERNAMBUCO OU PARNAMIRIM. FOTO: HART PRESTON (LIFE), 1941


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

2º Mérito Deífilo Gurgel homenageia personalidades da cultura


Serão 12 homenageados entre artistas, estudiosos, gestores, pesquisadores. Solenidade tem ainda apresentações culturais e lançamento de livro

A Secultrn/FJA realiza nesta quarta-feira, 17, a solenidade de Outorga da Medalha do Mérito Deífilo Gurgel, às 18h, no Salão Nobre do Teatro Alberto Maranhão, com presença da Governadora do Estado Rosalba Ciarlini e da Secretária Extraordinária de Cultura Isaura Rosado. O mérito tem por objetivo reconhecer e valorizar o trabalho de pessoas que se destacaram na salvaguarda da cultura de tradição. Este ano serão 12 homenageados entre artistas, estudiosos, gestores, pesquisadores e instituições.

Programação segue às 19h, nos jardins do TAM, onde será lançado o livro Royal Cinema – Uma Valsa Centenária, de Claudio Galvão, nº 64 da Coleção Cultura Potiguar, com encarte de um CD da Valsa Royal Cinema, cuja renda será revertida para a Liga Norte-Riograndense Contra o Câncer. Apresentações artísticas começam às 20h, com o espetáculo Quebra-Nozes da Cia. de Dança do TAM e Concerto da Orquestra Sinfônica do RN. A entrada é gratuita, ingressos disponíveis na bilheteria do TAM.

Serão entregues medalhas à 12 homenageados, dentre os quais, Cláudio Augusto Pinto Galvão, historiador e gestor público; Carlos André Lopes, cantor, compositor e produtor artístico; Gibson Machado Alves, professor, pesquisador e produtor cultural; Maria das Graças Cavalcante,  presidente da Associação Potiguar do Teatro de Bonecos (APOTB); Tião Oleiro, mestre de Congo (Dança Popular); Paulo de Medeiros Gastão, pesquisador e idealizador da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC); Rostand Medeiros, escritor e guia de turismo; Racine Santos, dramaturga, fundadora a Associação dos Dramaturgos do Nordeste. Ricardo Elias Ieker Canella, professor, doutor e pesquisador na área de culturas populares; e Roberto Lima, poeta, compositor e escritor. Na categoria Instituição, a homenagem vai para o Programa Biblioteca Para Todos, e na homenagem aos Brincantes, o Pastoril Dona Joaquina receberá a medalha de mérito.

RIBEIRA, NATAL. FOTO: HART PRESTON (LIFE) 1941


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Fotógrafos potiguares celebram o natal com confraternização entre sócios e expedição noturna pelas luzes de Natal.



Desenhar com as luzes da cidade uma boa imagem é o objetivo da 9ª Expedição Noturna da Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto), que acontecerá no próximo dia 17, a partir das 17h30, com encontro marcada no estacionamento do supermercado Carrefour, à beira da BR 101, um dos melhores locais para se fotografar a árvore de Mirassol.

Os fotógrafos vão sair a pé pela passarela do Natal Shopping para fazer fotos em baixa velocidade, passando pela árvore de Mirassol, pelo viaduto sobre a BR e voltando ao estacionamento. Depois, a turma vai para o restaurante Arena Brasil, na avenida Prudente de Morais, ao lado do estádio Arena das Dunas, onde uma grande mesa já foi reservada.

A 9ª Expedição Fotográfica Noturna e a Confraternização da Aphoto são abertas a participação de sócios, amigos, familiares e fotógrafos em geral que queiram se juntar ao grupo para se deleitar numa noite de fotografias e epifanias. No restaurante Arena Brasil, cada um será responsável pelo seu consumo.

MARINHEIROS AMERICANOS PROVAVELMENTE NO PORTO DE RECIFE. FOTO HART PRESTON (LIFE) EM 1941


sábado, 13 de dezembro de 2014

AVIÃO DE PASSAGEIROS NO RIO POTENGI. FOTO: HART PRESTON (1941).


CIVILIZAÇÃO ENJAULADA


Públio José
Jornalista
publiojose@gmail.com 

                   Certas imagens – embora aparentemente sem importância – deveriam marcar a paisagem profundamente. Mas não conseguem. A rotina diária, impregnada de violência acontecente a todo momento, faz com que certos fatos ocorram e sumam na poeira do tempo sem deixar rastro, sem nenhum registro. Esse contexto, por sinal, se insere na luta da grande mídia em selecionar o que acontece nos mais variados recantos para trazê-lo à presença do expectador. E, apesar das modernas tecnologias à sua disposição, e do batalhão de profissionais que emprega, inúmeros episódios fogem ao foco da grande mídia. Frise-se, porém, que tais fatos, embora não sofrendo registro, permanecem importantes, impactantes, e cumprem o papel de expressar, de expor, para quem os presencia, o modus vivendi das gerações de hoje. Em suma, coisas acontecem, muitos não tomam conhecimento – mas elas estão aí. Acontecem.  

                        Essa introdução serve para trazer à tona o registro de um fato e de como ele expressa o paradoxo de fazermos parte de uma nação dita civilizada e que, ao mesmo tempo, produz episódios de pura selvageria, coisa de deixar de queixo caído bárbaros de épocas pré-históricas. Para demonstrar essa realidade, não precisamos nem nos apegar à espantosa roubalheira que toma conta dos altos escalões da administração pública em todas as instâncias. Basta, apenas, nos fixarmos no futebol. Por sinal, em termos de imagem impactante, o futebol é cenário farto e rico. E é uma imagem de um jogo de futebol – ou melhor, de seu final, que nos deixa a refletir sobre o impacto que certas cenas deveriam causar e como somem na fumaça da rotina e do anonimato. E, afinal, o que se viu? Teve tiros, mortes, cenas em delegacias de polícia ou em emergências de hospital? Não. Foi pacífico, então, o que se viu? Foi.

                        Então, onde está a estupefação, o queixo caído, os olhos arregalados? Era fim de um jogo entre os times do ABC e do América, noite de uma quarta-feira qualquer. De fora do estádio, dava para se ver o cortejo de torcedores americanos em direção ao estacionamento e às paradas de ônibus. E aí, o que chamou a atenção? Só havia ali, naquele momento, torcedores de um time só. E os da outra agremiação, do ABC, onde estavam? Enjaulados. Enjaulados? Isso mesmo. De fora do estádio, via-se o frenesi dos que tratavam de ir pra casa, enquanto a outra torcida permanecia trancafiada no interior do estádio. Alguns agarravam-se às grades dos portões, como querendo apressar a saída, dando a nítida impressão, a quem olhava de fora, de que algo de grave acontecera e que fora necessária a retenção de alguns para o restabelecimento e a manutenção da ordem. Engano. Nada de grave acontecera.

                        Explicação: aqueles torcedores não estavam presos, retidos. Porém, a polícia e os administradores do estádio não se arriscavam a permitir que as duas torcidas saíssem ao mesmo tempo. Elas não poderiam se encontrar. Uau! Seria, digamos, uma medida de prevenção. Certamente, baseada em fato anterior que levou as autoridades a adotar a cautela. Que cena! Ali, presos – à espera de que os outros torcedores tomassem seus destinos – estariam homens simples do povo, mas também, e com certeza, magistrados, políticos, altos funcionários públicos, jornalistas, médicos, advogados, professores, empresários... Gente de poder, responsável, em grade parte, pelos destinos da cidade. Estranha civilização essa em que tais pessoas, em função de uma paixão, se veem na condição de bárbaros, de incivilizados, de irracionais – por não poderem conviver com outros que nutrem paixão diferente. Enjaulados. Uau...        

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Maestro Joca Costa e alunos realizam o primeiro Recital Anual da I Love Music Academy



No dia 20 de dezembro, Natal tem um encontro marcado com a boa e música e quem convida é a I Love Music Academy. O maestro Joca Costa e a educadora e administradora Sacha Lídice Pereira, sócios neste empreendimento musical, recepcionam os seus alunos no primeiro recital anual que finaliza uma temporada inovadora de troca de conhecimentos musicais.

O primeiro recital anual da I Love Music Academy é intitulado I Love Music | J’Aime La Musique (Eu Amo Música) e acontecerá às 17h do sábado, 20 de dezembro de 2014. O evento é gratuito e será realizado no auditório Patrick Herpin, da Aliança Francesa de Natal. No repertório, clássicos da música nacional e internacional, como: Lamento Sertanejo, de Gilberto Gil e Dominguinhos; Água de Beber, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes e Stella by Starlight, de Victor Young – grande sucesso nas vozes de Ray Charles, Frank Sinatra e Nat King Cole.

Alguns alunos, virtuoses em seus instrumentos, já são conhecidos na cena musical natalense e buscam o know-how do maestro Joca Costa para aprimorar técnica e sensibilidade. Se apresentarão no recital: Daniel Maciel, Diogo Cacho, Michael William, Thiago Santana – Violão e Guitarra; Gabriel Ferraz, Hugo Albuquerque, Stallone Terto – Guitarra; Emerson de Oliveira, Maria Margareth Câmara, Walterklayson Monasterski – Piano, e Flávio Freitas – Flugelhorn e Trompete.

SACADA DO GRANDE HOTEL (RIBEIRA, NATAL) EM 1941. FOTO: HART PRESTON


Irreverente grupo vocal masculino apresenta novo show na Casa da Ribeira



A Casa da Ribeira é o palco de mais uma contagiante estreia do Grupo Vocal Acorde. O novo show “Acorde Sem Rumo” acontece neste domingo, dia 14 às 19 horas, e os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria da Casa da Ribeira ou com os próprios cantores ao preço de 30 reais (inteira), 15 reais (meia-entrada) ou 45 reais (casadinha com 02 ingressos “inteira”). A receita do espetáculo é simples e certeira: a MPB sendo interpretada por oito homens bem dispostos, que cantam, dançam e encenam, tudo com muito humor e em nome da música. O repertório é versátil e surpreendente e vai de Rossi a Moska, de O Rappa aos Aviões do Forró, celebrando a grandiosidade da música e da criatividade brasileira.

Que o Grupo Vocal Acorde não é um coral comum, todos já sambem. Portanto, nada mais justo que celebrar a “anarquia” desse grupo tão peculiar apresentando um show  que convoca o ouvinte a criar o seu próprio rumo. As músicas do novo show ilustram três momentos; O mundo divino, o mundo mundano e também o seu fim. Latino, Luiz Gonzaga, Raul Seixas e muitos outros compositores de diferentes estilos juntos em um show excêntrico e caoticamente organizado, perfeito para quebrar tabus musicais e levantar o público.

São nove cantores no palco: André Alves, Danilo Ferraz, Fabiano Romero, Mákio Patrício, Oswaldo Negrão, Pedro Henrique Barros, Samuray Pierre e Sandro Azevedo - são profissionais de diversas áreas e unidos pela paixão à música. No palco, são escoltados por banda completa composta por Amanda Morais (teclado), Danillo Veloso (guitarra), Elias Laranjeira (contrabaixo) e P. Roberto (bateria e percussão). Acompanham o grupo ainda os diretores musicais Andrey Azevedo e Marcos Leal, o diretor cênico Lenilton Teixeira, o preparador corporal Francisco Jr. e o preparador vocal Gilmar Bedaque.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

ADORMECENDO UM, ACORDANDO OUTRO


Por Flávio Rezende*

Durante toda nossa existência na matéria vivenciamos diversas experiências e, muitas vezes, passamos largos espaços de tempo da vida dedicados a alguma atividade em especial. Ciclos giram e nem percebemos, quando num certo dia, começamos a ficar incomodados ou inquietos e, de repente, passamos a gostar e querer fazer outras coisas.

Nos últimos 25 anos além das atividades de jornalista, escritor, promotor de eventos, carnavalesco, construtor, pequeno comerciante e algumas outras, dediquei parte significativa de minha existência para trabalhos sociais, evoluindo aos poucos em abrangência, ao ponto máximo de fundar uma organização não governamental e mergulhar de corpo e alma neste projeto.

Para que tudo isso pudesse acontecer algumas coisas foram fundamentais, como a vontade irredutível de ajudar, sem nunca em tempo algum pensar em ser político e nem me beneficiar financeiramente disso e nem misturar minhas crenças espirituais neste trabalho, além do fato de ser jornalista e ter congregado um mundo de amigos que me ajudaram durante todo o processo, acrescentando aí alguns outros fatores de menor relevância.

Essa mistura de ingredientes me levou nos últimos tempos a uma série imensa de ações que passaram por horas e horas de esperas para falar com autoridades, de sentadas em bancos de repartições diversas no encaminhamento de soluções e pedidos vários com fins humanitários, muitas e muitas providências de ordem burocrática, lidando cotidianamente com questões de arrumar emprego para pessoas, ajudar financeiramente em situações de todo tipo, dar vida a projetos, executá-los, conseguir item por item coisas para que os mesmos acontecessem e me envolver na obtenção de apoio para construir a Casa do Bem, aprovar seu projeto, equipar depois do prédio pronto, fazer campanhas e campanhas para conseguir voluntários, dinheiro, equipamentos e até hoje, harmonizar situações que passam por conflitos humanos, não podendo em momento nenhum sair da linha, para que não ficasse só diante de tantas pessoas necessitadas de carinho e atenção.

Nesta caminhada de dez anos enquanto dirigente da Casa do Bem nunca pude contar com nenhum funcionário por não ter dinheiro suficiente para isso, conto sim com valorosos voluntários e alguns que gratificamos para que o barco da luz continue seguindo sua rota navegatória de bem servir.

Nestes dez anos vi meu prestígio lentamente diminuir ao ponto de hoje não conseguir reunir quase ninguém nos eventos da Casa do Bem e nem nos meus pessoais. Para ilustrar, chegava a vender mil livros num lançamento antigamente, com média em torno de 350 livros, hoje não passo de 50. Olho para um lado e para outro e não vejo quase ninguém.

Nos eventos da Casa do Bem só conto com o pessoal do bairro. Faço apelos praticamente todos os dias para que as pessoas possam depositar algo em nossa conta corrente e raríssimos o fazem, chegando a contar nos dedos as empresas e os abnegados colaboradores.

No passado era repórter de tevê, tinha coluna nos jornais e muito prestígio na sociedade. Hoje sou muito elogiado, abraçado, mas nada disso se traduz em apoio prático para a causa humanitária e até para meus projetos pessoais.

Como não sou um santo e tampouco um anjo, minha frágil condição foi degradando e acabou minando a até então impetuosa e imbatível força de vontade. Hoje faço as campanhas com certa vergonha, estou cansado de pedir. Hoje quando me deparo com a necessidade de ir buscar nos órgãos públicos as certidões e as providências para o continuar da Casa do Bem, um desânimo encarna e se pudesse eu desapareceria. Estou exausto.

Confesso que já não tenho tanta disposição para correr atrás de nada. Sinto-me impotente. Não acredito mais nas campanhas, reuniões e muitas promessas continuam chegando, a grande maioria não dando em nada. Estou desesperançado. Não tenho mais forças para enfrentar a burocracia. Não tenho mais vontade de engolir um monte de coisas calado e precisar ter paciência diante de incompetências, ingratidões e acusações vagas e injustas.

Ao mesmo tempo em que fui ficando inválido para continuar servindo ao nível de dirigente principal de uma organização sem dinheiro e cheia de projetos beneméritos, foi crescendo dentro do meu ser o amor pelos filhos e pela família. Sempre fui louco por meus pais e dediquei à Casa do Bem a meu amado pai Fernando Rezende e um condomínio que tenho a minha mãe e outro a minha esposa, filhos e irmãos. Com a morte de papai creio ter morrido boa parte de meu entusiasmo também.

Creio que hoje meu grande projeto é cuidar de minha mãe enferma, encaminhar meus filhos adolescentes na vida, estar mais presente no cotidiano de minha pequena Mel e de minha esposa Deinha, além de estudar um pouco mais, o que estou fazendo num mestrado e pensando num doutorado futuro.

Diante de tudo aqui revelado, anuncio que estou conversando com pessoas que podem assumir o comando da Casa do Bem e a mesma continuar por todo o sempre. Fundei e dirigi por muitos anos. É chegado o momento de passar o bastão. Novos idealistas do bem com prestígio, boa vontade e muita disposição precisam assumir o comando.

A Casa do Bem é muito jovem. Certamente na sequência ela vai ser uma organização profissional, prestando relevantes serviços à sociedade e lá do outro plano poderei acompanhar sua trajetória na seara do bem. Fico torcendo para que ela possa ter esse destino.

Agradeço a todos que colaboraram e que colaboram. Esta passada do bastão não tem data, mas está madura dentro do meu ser a decisão de mudar o foco de minha vida. Deverei continuar ajudando e até fazendo parte da diretoria, mas não tenho condições de ser o timoneiro, estou realmente sem energia para isso, perdão.

Apelo a todos que continuem ajudando a Casa do Bem, ela é importante e realiza muitas ações humanitárias maravilhosas. A decisão é no sentido de fortalecer, não de acabar e, para que isto seja possível, precisamos desta força. Quando um dia as coisas estiverem todas devidamente amarradas, anunciarei os novos rumos e, desde já, muita luz para todos nós.

• É escritor, jornalista e ativista social em Natal/RN (escritorflaviorezende@gmail.com)

PLANTAÇÃO DE CANA DE AÇUCAR, PROVAVELMENTE EM PERNAMBUCO. FOTO: HART PRESTON (LIFE) EM 1941