sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Sem novidades



A candidatura da ministra Dilma Rousseff está definitivamente atrelada aos votos conquistados pelo presidente Lula e aos programas populares de conquistas de votos, tipo bolsa-família.

O país ainda não ouviu a nenhuma novidade da pré-candidata a presidência da República, que vem mantendo um discurso didático que não rende emoção.

A mídia nacional informou recentemente que em 2010 ela irá percorrer o Brasil dando palestras, mas o seu marqueteiro, João Santana, ainda não criou uma marca para que ela emplaque definitivamente como candidata.

Dilma passa a impressão – até porque não demonstra vigor - que quer ganhar apenas dando a impressão que será a continuação pura e simples do governo Lula.

Sua estratégia em se colocar na sombra do projetado presidente Lula é um engano dos seus estrategistas. Sem discurso não irá a lugar nenhum, enquanto o seu principal opositor, o governador de São Paulo, José Serra, carrega na bagagem o fato de ter sido o excepcional ministro da Saúde de Fernando Henrique Cardoso.

Em marketing político não adianta disfarçar. Se não tem discurso inovador e imagem bem trabalhada, não emplaca.

Na terra de Poti, quem passa por isso é o vice-governador Iberê Ferreira (PSB), com um discurso meramente administrativo enquanto costura uma candidatura parecidíssima com a da deputada federal Fátima Bezerra (PT), em 2008, para a Prefeitura de Natal. Até para conseguir um vice, a exemplo de Fátima, ele está tendo dificuldade.

Tudo isso demonstra que as candidaturas impostas sofrem. E, as que nascem naturalmente vêm com o novo, que empolga o eleitor. (LS).

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