sábado, 6 de março de 2010

A maioria dos ex-fumantes contam histórias de bravura


Os fumantes já sabem que se chegar a qualquer lugar em que haja ex-fumantes eles estarão dispostos a admoestar contra o vício sempre com uma história de bravura do tipo “peguei a carteira de cigarros e o isqueiro e joguei no meio da rua”. Incomum é encontrar ex-fumantes que não estejam preocupados em reafirmar essa condição. São os convictos, os que realmente deixaram de fumar.
Os que contam histórias, contam para si mesmo. Um exercício de proteção psicológica para se manter na condição de ex-fumante, mesmo que para isso pratiquem a chatice de ficar se imiscuindo no vício alheio. Já vi fumante dizer a ex-fumante chato: “Agora me conte o seu pecado para eu também lhe criticar e contar um história...”
Os cigarros são feitos para viciar. A enorme quantidade de produtos químicos que contém, têm esse objetivo. A indústria do fumo não evoluiu para fabricar um produto menos ofensivo a saúde e que não vicie, até porque os principais responsáveis por isso são a nicotina e o alcatrão, barrados em parte apenas por piteiras especiais, como a inventada pelo físico italiano G. B. Venturi (1.746 – 1.822). Ele criou um tubo especial para barrar a nicotina e o alcatrão, transformando o vício num hábito e o artefato foi depois aprimorado nos Estados Unidos. Veja no site http://www.targard.com.br/  .
Muitos “bravos” ex-fumantes, daqueles que dizem: “marquei o dia para deixar de fumar e desse dia em diante nunca mais coloquei um cigarro na boca”, podem estar disfarçando um história de proibição nascida num consultório de algum pneumologista. Depois de amargar uma pneumonia, esse foi o meu caso. Sem bravura nenhuma e cada dia mais motivado pela economia. Nunca tinha percebido que gastava tanto com cigarros.

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