segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Pode entrar que a casa é sua

Leonardo Sodré
Jornalista e escritor

Pode entrar meu amor. A casa é sua. Mas, eu não tenho casa, nem tenho nada.  Restou-me apenas um coração irregular que bate nas medidas inversas das minhas necessidades, mas que vez em quando chora comigo. Ele é tão grande, meu amor, que lhe cabe por inteiro.

 Meu coração minha pequenininha, é seu. Sempre foi. Desde que o tempo é tempo e que as nuvens da criação se dissiparam no alento de um por do Sol vermelho da bondade de Deus, que ainda irrequieto preparava o futuro da humanidade que Ele ama e que às vezes deixa sofrer para que a dor seja compreendida.

 Pode entrar minha Mercinha. A casa é sua e todos os cômodos lhe pertencem. Assim como a minha vida, que lhe dedico em nome do amor. Não da paixão desmedida. Daquelas que fazem sofrer e que atraem almas doentes para tentar excluir o amor, para separar o bem e valorizar o mau em nome de falsos sentimentos ou alegrias momentâneas de um sábado cinzento.

O sabor do fettuccine de hoje estava no seu olhar. No seu cheiro. Na sua pele, No seu jeitinho dengoso. Na sua alma conciliadora. Nas juras de amor que fizemos. No resgate de uma relação duradoura que irá superar todas as dificuldades. Sem olhar pelo retrovisor das mágoas. Vivendo o futuro desse amor maduro.

Um comentário:

  1. Que lindo amigo... A sinceridade de suas palavras nos faz ter a certeza que amar vale muito a pena. Parabéns ao casal por ter uma ao outro.Feliz por vocês

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