É preciso protegê-los, respeitá-los, preservá-los
Nova obra do fotógrafo equatoriano Fernando Chiriboga, será lançada neste sábado, dia 17, na Livraria Siciliano do Midway Mall. O coquetel de lançamento será aberto às 18h, com exibição das principais imagens que compõem o livro.
O manguezal é uma comunidade altamente produtiva, um dos ecossistemas mais biodiversos do planeta, onde se aloja um grande número de espécies de seres vivos. Considerado berçário da vida marinha, esse bioma de incomparável beleza é um verdadeiro santuário ecológico para a reprodução de centenas de espécies de vida aquática.
Neste novo livro, Fernando Chiriboga deixa aflorar toda sua sensibilidade fotográfica para retratar prioritariamente áreas ainda preservadas do manguezal potiguar. A beleza dos locais fotografados surpreende e emociona. E é essa a sua intenção: revelar, sensibilizar, ressaltar a importância da preservação dos bosques de mangues remanescentes.
No Brasil, em toda a sua extensão, do Amapá a Santa Catarina, o manguezal constitui Área de Preservação Permanente (APP). Em solo brasileiro encontra-se a segunda maior área de mangue do mundo. Oitenta por cento estão no Nordeste. Contudo, apesar de protegido por lei, o ecossistema manguezal vem sendo devastado. Nos últimos anos, os manguezais brasileiros têm diminuído de forma significativa e alarmante.
Ao longo do litoral potiguar, as florestas de manguezal distribuem-se em sete principais zonas estuarinas: Curimataú/Cunhaú, Nísia Floresta/Papeba/Guaraíra, Potengi, Ceará-Mirim, Guamaré/Galinhos, Açu e Apodi/Mossoró, além dos estuários pequenos como os dos rios Maxaranguape, Pirangi, Catu, Jundiaí, Guarapes e Camaragibe.
O Rio Grande do Norte é um dos estados do Nordeste com o maior índice de destruição desse bioma de valor inestimável. Os principais impactos ambientais identificados estão relacionados ao desmatamento dos mangues, à poluição dos estuários e lagoas e às atividades econômicas desenvolvidas na região.

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