Foto: SimoneSodré - Rio Potengi, Natal, RN, por do Sol
Havia dito: _ as horas caem e o tempo abisma.
(Pisou nos cacos de felicidade e a carne não sangrou).
A carne não sangra.
E os lobos urgem prestes a lavas.
(o relógio arde em derreter)
Um sorriso expõe os dentes.
Esses, são fragmentos de quê?
II
Entupiram todos os buracos.
Para onde vai a música?
III
A falta de nexo:
são tantos dentes
Eles parecem mesmo pedaços.
IV
Você faz parte de um verso.
A reza em conjunto une os versos
V
Calei.
Tocam.
O pulso ainda pulsa.
Três da Madrugada
se avizinha
pelos sete buracos
Ah, os pássaros vão engolir minhas horas...
Torquato, assim é demais:
há muito menos tempo na melhor hora.
Sigo no cais e nada.
admito ouvir o coração que só me diz : jazz.
e a luz é azulada.
sigo.
VI
Eu por mim não dormia pra acordar
nem acordava pra dormir.
" Eu por mim seria isso e aquilo"
também.
VII
Às vezes entender entedia.
Mas,
é humano pensar.
Entendo.
VIII
Dos verbos no infinito
(`a amiga Maria ) :
Às vezes irmã, às vezes ímã.
o fato é que espero que no infinito haja pelo menos muito chocolate
( será que tem daquele belga?).
mas confesso:
prefiro o úndio ao ivo.
ainda assim, há que ter chocolates aos montes.
IX
Eu sei, a alegria é uma coisa muito boba,
mas, não são os bobos,
os ridículos,
os amantes,
os contentes de nada
__não são esses os irrelevados?
A invisibilidade dos bobos há de pô-los à frente.
E lá vou eu com meus dentes.
Que brilhem.
X
O quê?
O mundo vai acabar de novo.
Assim não dá, assim não pode!
Meio mundo caiu:
Na parte que delira não há gravidade,
Na parte que pondera tudo pesa.
Apenas meio mundo caiu.
Ah, essa densa idade.
SimoneSodré

CORRIJA, LÉO, ACONTECEU DE NOVO!
ResponderExcluirFICOU SUPER ESQUISITO
SIMONE SODRÉ