A preocupação dos candidatos ao governo e suas assessorias neste início de campanha está voltada principalmente para o desinteresse da população para os seus apelos em busca de votos. Não são poucas as notícias e notas veiculadas em mídia impressa e eletrônica sobre movimentações de candidatos que não atraíram pessoas para ouvi-los.
No interior o interesse é maior, mas já começa a existir o desencanto. Muitos costumam dizer que nos municípios interioranos ninguém fica indiferente à política partidária e muito menos as campanhas políticas, mas neste início de campanha já houve candidatos que amargaram a indiferença em plena rua de cidades pequenas.
Os candidatos e suas estratégias de marketing, a exemplo do Carnatal, não inovam. Sempre usam os mesmos métodos para atrair eleitores, sendo que a marca maior reside no fato de insistirem em não discutir temas relevantes da sociedade com os eleitores, a não ser em debates promovidos por instituições.
No meio do povo preocupam-se em apertar mãos, almoçar na casa de um, jantar na casa do outro, beijar menino, abraçar pessoas e sorrir. Sorrir muito, como se a vida estivesse resolvida e que tudo é uma festa. Eles não se arriscam a discutir questões das comunidades no meio do povo, debater durante um comício. Isso seria inovador.
Entretanto, associações e entidades se preocupam em eleger o melhor para os seus interesses e um passo interessante foi dado pela Federação de Agricultura do Rio Grande do Norte (Faern), que indiferente ao discurso político, está reunindo nesta quinta-feira, 22, pessoas ligadas ao agronegócio para discutir em seminário o tema "O que esperamos do próximo governo?"
A iniciativa demonstra que o discurso pelo discurso já não interessa a setores organizados da sociedade. O que os integrantes do agronegócio querem é que o próximo governo, a partir de um documento que será criado, resolva as questões pendentes do setor. Sem muito blá-blá-blá. (LS).
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