segunda-feira, 6 de junho de 2011

Assembléia Legislativa discute Projeto Baixo Assú

Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte (Faern), José Álvares Vieira, disse que a classe política é uma das grandes culpadas pelo desanimo de muitos empresários que atuam na localidade
Foi promovida na última sexta-feira (03), na Assembléia Legislativa do Estado, uma audiência pública sobre o Projeto Baixo Assú e todos os problemas enfrentados pelos produtores rurais que implantaram suas produções naquelas terras. Problemas que se arrastam há mais de 20 anos.

O encontro foi proposto pelos deputados George Soares e Gustavo Fernandes e, levou para a Casa Legislativa diversas autoridades políticas e empresariais, como os representantes dos irrigantes, do Governo do Estado, do DNOCS, e da Federação da Agricultura, que juntos, debateram alternativas para colocar novamente o projeto no mapa da economia do Rio Grande do Norte.
De acordo com o presidente do Conselho de Administração do Distrito de Irrigação do Baixo Assú (Diba), Guilherme Saldanha, essa audiência pública já deveria ter sido promovida há muito tempo, e que o potencial do projeto não é visto pelos governantes. “Essa audiência deveria ter ocorrido faz tempo. Os nossos problemas por conta de legalização fundiária são muito antigos. Quase 20 anos de lutas. Problemas que poderiam ser resolvidos se os governantes tivessem boa vontade naquela área. Uma pena que muitos deles não sabem a pujança que é o projeto e nem conhecem o nosso trabalho diário”, ressaltou Saldanha.

Vontade política

De acordo com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte (Faern), José Álvares Vieira, a classe política é uma das grandes culpadas pelo desanimo de muitos empresários que atuam na localidade. “São inúmeros produtores rurais que ficaram sem muitas perspectivas depois que o governo enfraqueceu as possibilidades de sucesso do projeto. Temos que voltar os olhos para aquela região. E isso parte principalmente de uma vontade política. Uma vontade política que muitas vezes eu não observo”, ressaltou Vieira.

O presidente da Faern ainda informou que outro ponto que deve ser debatido para um melhor aproveitamento do Projeto Baixo Assú é com relação ao escoamento dos produtos. “Acredito que sem um novo porto, sem um novo local para escoar essa produção, o Baixo Assú irá sofrer por duas vezes. De que adiantará colocar o projeto em dia sem um destino final para esses alimentos. Vamos mandar tudo para o velho porto da Ribeira? O Governo deve pensar nisso também quando retomar o projeto do Baixo Assú” pediu Vieira.  

Projeto

O projeto Baixo Assú está inserido no Pólo de Desenvolvimento Integrado Assú/Mossoró. Compreende uma área total de 6.000 ha, distribuídos em duas etapas. A primeira é composta por lotes de agricultores familiares, por técnicos agrícolas e engenheiros agrônomos e empresários. Nessa primeira etapa há, também, uma área destinada à pesquisa e experimentação, sob a responsabilidade da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn).

O pólo vem se constituindo como a região de maior produção do melão do país, com potencialidades na produção de mamão, manga e banana.

De acordo com o presidente da Faern, José Vieira, todo esse bom potencial não pode esperar mais pelas inconstâncias políticas que só diminuem o projeto. “Os produtores rurais e empresários que investiram no sonho do Baixo Assú não merecem esse descaso governamental. São homens que desejam contribuir com a economia potiguar. Espero que com essa audiência pública os nossos governantes acordem dessa letargia em relação ao Projeto Baixo Assú”, finalizou Vieira.

Nenhum comentário:

Postar um comentário