Bicicletas Rumo a Câmara Municipal de Natal
Caros amigos,
O boletim da Ong Baobá, trás uma excelente matéria de sucesso, empreendedorismo e muita determinação. O Menino que Domou o Vento, o que despertou fazermos essa divulgação, foi quando recebemos a Revista Biciclata- viva biciclata nº 05, do mês de maio, reportagem de Anderson Ricardo Schorner, publicadas nas páginas 36 e 37. Como também uma publicação do Estadão: Carcinicultura e os mangues. Uma boa leitura!
Bicicletas Rumo a Câmara Municipal de Natal
Em solidariedade a Manifestação Pacifica de ocupação da Câmara Municipal de Natal, diversos grupos de Ciclistas da cidade, estará se mobilizando de vários pontos, nesta segunda-feira, dia 13, a partir das 20h, em direção a Câmara Municipal para prestigiar e reivindicar juntos pela transparência dos gastos públicos municipais, com referência aos pagamentos de alugueis da municipalidade.
Serviço:
Bicicletas Rumo a Câmara Municipal de Natal
Data: 13.06.2011 (segunda-feira)
Local e Horário de largada: Conferir relação abaixo:
ACIRN e Ong Baobá
Local: Supermercado Extra - Av Roberto Freire
Horário de concentração: 19:00 às 19:30 horas
Largada: 19:30 h
Contato: Haroldo – tel.: (84) 9927.6555 – Angelike – 9961.0306
Bike Tirol
Local: Praça Abel de Menezes Lira
Horário de concentração: 19:30 às 20:15
Largada: 20:15 h
Contato: Camboim – tel.: 8803.5352 – Márcio: 8898.0727
Bicicletada Natal
Local: IFRN
Horário de concentração: 19:00 às 20:00 horas
Largada: 20:00 h
Contato: Marcos tel.: 9117.4418 – Fábiano: 8889.6926
Rapadura Biker
Local: Loja Terral
Horário de concentração: 19:00 às 19:30 h
Largada: 19:30 h
Contato: Benilton tel.: 9982.8905 – Sebastião: 9989.1208
Mundial Ciclo
Local: Mundial Ciclo – Av Bom Pastor
Horário de concentração: 19:00 às 19:30 h
Largada: 19:30 h
Contato: Carlinhos – tel.: 88023379
Bike Tirol Norte
Local: Posto Ale - Redinha
Horário de concentração: 19:00 às 19:30 h
Largada: 19:30 h
Contato: Kathy – tel.: 8814.8444
Uranium Film Festival
Durante o festival, David Rothauser, Damacio Lopez e Haroldo Mota estiveram na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, entregando aos deputados: Comte Bittencourt, Marcelo Freixo, Robson Leite, Dionísio Lins, Luiz Martins, Gerson Bergher, Pedro Fernandes, Rogério Cabral e Alessandro Calazans, documento da campanha mundial pelo fim das armas de urânio empobrecido.
Milhares contra energia nuclear na França
Para marcar os três meses da tragédia de Fukushima 1, no Japão, milhares de pessoas foram às ruas neste sábado na França, principalmente em Paris, para protestar contra a energia nuclear e pediam na capital francesa o fim dascentrais nucleares na França. Fonte
http://correiodobrasil.com.br/milhares-de-manifestantes-vao-as-ruas-na-franca-contra-energia-nuclear/253264/
West Shopping – Mossoró/RN
Lançamento do livro digital E Que Viva a Vida, da Ong Baobá
Onde: Livraria Siciliano - West Shopping - Mossoró/RN
Quando: 17 de junho de 2011 – sexta-feira
Horário: 18:30 horas
Conferências municipais de saúde
Segue em anexo lista dos municípios do estado do RN com previsão de data da realização das conferências municipais de saúde.
IFRN – Palestra
Em anexo foto participação palestra Semana de Geografia do IFRN
O Menino que domou o vento
Escondido entre Zâmbia,Tanzânia e Moçambique, o Malauí é um país ruralcom15 milhões de habitantes. A três horas de carro da capital Lilongwe, a vila de Wimbe vê um garoto de 14 anos juntando entulho e madeira perto de casa. Até aí, novidade nenhuma para os moradores. A aparente brincadeira fica séria quando, dois meses depois, o menino ergue uma torre de cinco metros de altura. Roda de bicicleta, peças de trator e canos de plástico se conectam no alto da estrutura e, de repente, o vento gira as pás. Ele conecta um fio, e uma lâmpada é acesa. O menino acaba de criar eletricidade.
Veja no links
http://www.youtube.com/watch?v=m3b_l0-yYpw
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-menino-que-domou-o-vento
E-mails Recebidos
Oi Haroldo, eu sou umas das estagiárias de turismo que trabalhou no evento do Uranium Film Festival, e vc tirou uma foto da equipe de Turismo, eu queria que vc me enviasse essa foto tem como?
Desde já te agradeço.
Beijos
Rachel Santos
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Haroldo nossa pré-conferencia distrital de saúde vai ser no dia 14, terça, no auditório da FUNASA, na Alexandrino. Não sei onde é a sede da Baobá, mas se for na zona sul, você poderia participar.
Sonia Soares
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Olá, Haroldo!
Será que teria tempo de me mandar algumas informações?
Gostaria de ter os endereços da "rede de ambientalistas potiguar", já que minha agenda é muito antiga. Gostaria também de ter o e-mail da pessoa que lhe enviou a fotografia do "ipê-poste". Você poderia enviar? E qual a programação lançada por Marina Silva contra o novo código florestal? Obrigada.
Abraços
Jacirema da Cunha Tahim
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Olhe ai Haroldo,
http://verdedentro.wordpress.com/
Carlos Gurgel
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Cacilda Alves
Amigo,
Esta data, não seria, 17.06.2011?????
Do livro digital E Que Viva a Vida, da Ong Baobá. O livro traça um diálogo sobre as questões ambientais, as vivências e os olhares de cada autor diante da vida.
Serviço
Onde: West Shopping - Mossoró/RN - Livraria Siciliano
Quando: 18 de abril de 2011 – Segunda-feira
Horário: 18:30 horas
Valor: R$ 23,00
Abraços,
Cacilda Alves
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Meu caro Haroldo. Estou estudando para um concurso público (jurídico). Caso obtenha sucesso, irei morar por algum tempo em Manaus. Não podemos deixar de lutar pelo VERDE. Em breve darei notícias sobre o nosso Projeto...
Abraço do amigo
Saddock
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Haroldo,
Obrigada pela gentileza. Não deu para responder o seu cumprimento de despedida porque estava recebendo uma massagem "étnica" e estava muito concentrada. Desculpe-me. Espero que possamos nos encontrar em outros eventos como o do Rio. Agora durante o FICA, na cidade de Goiás, vai haver uma mesa redonda sobre a questão nuclear cujo convidado principal é o Gabeira. O tema será Fukushima, energia nuclear e Goiânia. Entre no site do evento que você terá mais informações.
Abraço.
Telma Camargo
Ph.D. em Antropologia
Docente do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social (FCS-UFG)
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Como se não bastassem as ameaças da nova proposta do Código Florestal aos mangues, em Natal esse ecossitema poderá sofrer mais um baque. Parte da vegetação da Zona de Proteção Ambiental 8, na margem esquerda do Potengi, poderá ser suprimida pelo projeto de ampliação do Porto de Natal.
O projeto da CODERN tem 1000 metros de cais linear e 500.000m² de retroárea, está orçado em 2 bilhões, e está previsto para ser implantado no local onde se desenvolvia a carcinicultura, atualmente uma área em recuperação (ver foto em anexo) e objeto de TACs para desativação dos viveiros e PRADs. Além disso, o IDEMA tem o projeto de implantação de uma UC no local, o Parque dos Mangues.
Ver link:
http://www.prrn.mpf.gov.br/grupo-asscom/noticias-internet/mpf-rn-e-mpe-rn-reuniram-se-com-orgaos-ambientais-e-ongs-para-definir-as-proximas-etapas-de-recuperacao-do-manguezal-no-estuario-do-rio-potengi
O projeto da CODERN tem enorme apelo econômico, prevê a criação de 150.000 empregos (o que pode não ser bem verdade, já que os portos são quase totalmente automatizados), a movimentação de grandes cargas de minérios (o que pode afetar a saúde da população do entorno, além do problema ambiental das águas de lastro) e está sendo muito bem apresentado e defendido. Cabe à sociedade e às Ongs ficarem atentas às discussões sobre esse projeto.
Carolina Lisboa
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De Dorinha Melo
Para: gestoresriograndedonorte@googlegroups.com
Assunto: "Carcinicultura e os mangues" - Outros desdobramentos do debate do Código Florestal. Segue em anexo uma análise do André Lima sobre os impactos do Código Florestal sobre a Mata Atlântica e seus ecossistemas associados, em especial, os manguezais. http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110606/not_imp728450,0.php
Abraços, Leonel Generoso
Carcinicultura e os mangues
06 de junho de 2011 | 0h 00
João Lara Mesquita - O Estado de S.Paulo
A discussão sobre o novo Código Florestal, recém-aprovado na Câmara dos Deputados, esconde alguns problemas que passaram despercebidos no noticiário e, especialmente, nos artigos de especialistas que analisaram o assunto. Uma pena. O público saiu perdendo. É em nome dele que proponho esta pequena contribuição.
Não pretendo voltar aos temas polêmicos: reservas legais, anistia para quem desrespeitou a lei, tamanho da mata ciliar, etc. A polarização entre "mocinhos" e "bandidos" causou prejuízos demais.
Eis os fatos.
O relatório de Aldo Rebelo, sancionado na Câmara por 410 votos a favor, 63 contra e uma abstenção, alterou as áreas de preservação permanente em topos de morros, encostas, várzeas e margens de rios. Certo? Errado. Faltou citar um bioma importantíssimo que, da mesma forma, perdeu a proteção: os mangues (assim como as restingas).
O Código Florestal também vale, ou valia, para a zona costeira. Mas a discussão ficou de tal modo centrada entre a "floresta" e a "agricultura" que o litoral, como sempre acontece, perdeu espaço.
Os manguezais eram considerados áreas de proteção permanente por sua importância. Mas o lobby dos carcinicultores - produtores de camarão em cativeiro -, parece, venceu a parada. O novo Código Florestal, se aprovado no Senado, será o réquiem dos manguezais brasileiros.
Os mangues são extremamente importantes por vários motivos, a começar pela proteção que oferecem à linha da costa contra as marés, os ventos, as ressacas, forças naturais típicas da zona costeira. Ficou provado, quando do tsunami na Indonésia em 2004, que as áreas protegidas por manguezais sofreram estrago menor.
Do ponto de vista de vida marinha, os mangues são especiais. Suas raízes aéreas retêm nutrientes, o que os torna berçários importantíssimos. Um sem-número de peixes, moluscos e crustáceos dependem deles para procriar. Os mangues também filtram e melhoram a qualidade da água, enquanto servem como hábitat para diversos tipos de aves.
Tem mais. De acordo com matéria publicada pelo Estado na quinta-feira (Mangue concentra mais CO2 que floresta na Amazônia, 2/6, A18), relatório do IBGE divulgado na semana passada "revela que as maiores concentrações de carbono no solo da Amazônia estão em áreas de mangue, hoje ameaçadas pelas mudanças nas regras do Código Florestal aprovadas na Câmara". Segundo a geógrafa Rosangela Garrido, citada na reportagem, "o trabalho reforça a importância da conservação de manguezais e o seu papel no equilíbrio climático".
Quando produzi a série de documentários Mar Sem Fim, para a TV Cultura (2005-2007), naveguei desde o Oiapoque ao Chuí, visitando cada palmo da costa brasileira. Conheci, se não todas, a maioria das fazendas de camarão que proliferaram no Nordeste, desde o Piauí até o sul da Bahia, mas não apenas nessa região.
Fiquei horrorizado com o que vi, e aprendi, entrevistando mais de 40 especialistas da academia, raramente chamados para discussões como as da mudança do Código Florestal, diga-se.
Denunciei a carcinicultura com vigor, no meu site, nos documentários e no livro que publiquei ao fim da expedição (O Brasil Visto do Mar Sem Fim - editoras Terceiro Nome, Albatroz e Loqui, indicado ao Prêmio Jabuti na categoria reportagem). No livro, em dois volumes, sem o problema do espaço exíguo deste artigo, não economizei ao mostrar, até com fotos aéreas, o descalabro, espécie de escárnio contra o meio ambiente, provocado pela carcinicultura. Fiz questão de publicar o depoimento dos maiores especialistas em vida marinha e ecossistemas costeiros, unânimes em condenar o modo como ela vem sendo praticada no Brasil, ou seja, transformando imensas áreas de mangues em terra arrasada.
Sobram motivos para a condenação. Para começar, manguezais, áreas públicas, são "doados" aos produtores, que, ao contrário dos agricultores, têm a vantagem de não precisarem pagar a terra onde vão produzir. Curiosamente, descobri, a vasta maioria das fazendas pertence ou a políticos (entre os quais prefeitos, deputados e senadores) ou a grandes grupos empresariais. Desta vez não há a desculpa "dos pequenos produtores".
Uma vez de posse da área, os mangues são arrasados. A vegetação é extirpada até a raiz. No lugar da floresta são construídas as piscinas criatórias. A maioria sem bacia de sedimentação A contaminação do lençol freático quase sempre acontece. Assim fica mais fácil, e barato, sugar a água do estuário, através de bombas, para criar um camarão exótico, originário do Pacífico, o Paneus vannamei.
Ao detonar os mangues, os produtores criam conflitos sociais com as populações nativas que vivem do extrativismo. Constatei. Tenho depoimentos gravados, de várias pessoas dessas áreas, contando sobre ameaças e truculência por parte dos poderosos do camarão. Até um membro do Ministério Público do município de Natal, no Rio Grande do Norte, contou das ameaças que sua família passou a receber desde que entrou na luta contra a carcinicultura.
O desaparecimento de hábitats é o principal responsável pela perda de biodiversidade no mundo. Em segundo lugar está a introdução de espécies exóticas.
A carcinicultura é uma proeza. Faz as duas coisas simultaneamente.
Muitas vezes as fazendas são financiadas com dinheiros públicos, como é o caso das que estão instaladas no Rio Real, entre Bahia e Sergipe, que receberam aportes do Banco do Nordeste (BNB), com recursos do FNE Aquipesca (Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Aquicultura e Pesca do Nordeste).
As diretrizes do FNE (o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste) especificam "tratamento especial aos míni e pequenos empreendedores e preservação do meio ambiente".
Galhofada!
Mais fácil, só sendo ministro. E prestando consultoria, claro.
JORNALISTA, MANTÉM O SITE http://www.marsemfim.com.br/
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Atenciosamente,
Haroldo Mota
(84)8815.2289

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