Método Mãe-Canguru fortalece bebês prematuros
Profissionais da Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC) fizeram visita, nesta terça-feira (07), ao Hospital José Pedro Bezerra (Hospital Santa Catarina) onde conheceram o funcionamento do método Mãe-Canguru. Os cerca de 30 profissionais visitaram as instalações da UTI Neonatal, Unidade de Cuidado Intermediário, Enfermaria e Casa Mãe-Cidadã, e puderam conhecer de perto o trabalho desenvolvido pela equipe multidisciplinar que dá apoio às mães e bebês lá internados.
No auditório do hospital foi apresentada a palestra “Interações precoces mãe-bebê e resiliências: algumas reflexões”, ministrada pelos formandos do curso de psicologia Alan Wilke e Elisa Bordinhon, autores da pesquisa “Método Mãe-Canguru: um lugar para o fortalecimento da resiliência nos bebês internados em enfermaria neonatal”.
O método Mãe-Canguru é apresentado pelo Ministério da Saúde como uma Norma de Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso e é aplicado no Hospital Santa Catarina desde o ano de 1994, sendo que a estrutura física atual foi inaugurada em 2006.
O método incentiva o contato pele a pele entre mãe e bebê, que proporciona diversos benefícios que diminuem o tempo de internação. Entre eles estão a melhor regulação da temperatura corporal, da freqüência respiratória e diminuição dos riscos de infecções e apnéia.
Andressa Sousa, de 34 anos, está há um mês e quatro dias acompanhando a filha Alícia, que nasceu prematura aos sete meses de gestação, pesando apenas 1,100 Kg. “Fico o dia inteiro com ela colada ao meu corpo, inclusive à noite, e percebo o desenvolvimento rápido dela, que hoje já está pesando 1,540 Kg”.
Para acolher as mães que recebem alta hospitalar foi estruturada a “Casa Mãe Cidadã”, um espaço sócio-educativo onde elas recebem orientações sobre aleitamento materno e demais cuidados com o bebê de alto risco, além de atividades de lazer e uma convivência que funciona também como uma espécie de grupo de auto-ajuda.
“O nascimento de um bebê prematuro é estressante para a mãe, para o bebê e para a família, que muitas vezes fica transtornada pela ausência da mãe”, explica a pediatra Devani Ferreira Pires. As mães geralmente estão receosas, inseguras, e são acolhidas de forma a se sentirem confiantes e competentes para os cuidados com o bebê.
Na UTI Neonatal as mães têm acesso livre nas 24 horas do dia, e são incentivadas a adotarem a posição canguru sempre que vão amamentar seus filhos, ou simplesmente os tocarem caso não possam ser retirados da incubadora. Ao apresentarem aumento de peso e melhora do quadro clínico, são transferidos para a enfermaria, onde podem ficar todo o tempo colados à mãe. “Aqui elas são orientadas a dar banho, trocas fraldas, amamentar, tudo para que saiam daqui seguras e capazes de cuidar dos seus bebês em casa após receberem alta”, explica a psicóloga Joelma Aguiar.

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