quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Deu na Folha Online


Matéria que envergonha a classe política do RN publicada na Folha Online de hoje:

"Candidata a deputada no RN emprega por fora policiais em gabinete

Folha Online


A vereadora de Natal (RN) e candidata a deputada estadual Sargento Regina (PDT) tem 11 policiais trabalhando "por fora" em seu gabinete na Câmara. Por estarem na ativa da PM, todos são impedidos de serem contratados formalmente no Legislativo.

Regina, que é parlamentar em primeiro mandato, foi flagrada em uma série de vídeos divulgada na internet explicando o pagamento aos PMs. Para ela, a divulgação teve interesses políticos.

Segundo a vereadora, os 11 policiais trabalham no gabinete em horários de folga eles dão assistência em plenário, visitam os bairros, entre outras tarefas.

Os policiais são pagos por meio de uma "vaquinha" feita com o salário dos outros funcionários. Ou seja: em vez de receberem seu salário integral, eles "doam", por comum acordo, parte de sua remuneração aos policiais.

Ex-policial militar, expulsa da corporação em 2007 por ter contraído dívidas, Regina diz ter sido eleita numa "campanha difícil", e por isso se sentiu na obrigação de retribuir o apoio dos colegas.

"Meus companheiros [policiais militares] tiraram do bolso. Eu tinha o compromisso de ajudar essas pessoas", afirmou a vereadora à Folha.

Após a campanha, ela afirma ter empregado as mulheres dos policiais que a ajudaram. "Inclusive chamaram meu gabinete de clube da Luluzinha. Mas a gente colocou para poder contemplar o companheiro."

Regina afirma não ver nada de errado na contratação desses policiais. "Eu não estou dando dinheiro [a eles] porque eles me deram [durante a campanha]. Eu estou contribuindo porque eles estão dentro do meu gabinete", diz. "Não são funcionários fantasmas. Não são contratados porque não pode."

Segundo o comando da PM do Estado, é proibido o policial trabalhar em seus horários de folga.

O PDT-RN pediu esclarecimentos à vereadora sobre o caso e ainda vai decidir se abre um processo disciplinar contra a candidata".

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