Geração de renda, melhorias nutricionais, polinização de várias culturas, aumento da produtividade de frutos e sementes são algumas vantagens da meliponicultura
Por Marcelo Pimentel
Produto difícil de ser encontrado no mercado e muito valorizado, podendo chegar a custar R$ 120,00 o litro, o mel de abelhas sem ferrão é apenas mais um dos subprodutos oriundos da meliponicultura e que podem ser comercializados. Própolis, pólen e as próprias colônicas também contam com um bom valor de mercado.
Diferentemente da apicultura, que usa abelhas com ferrão (africanizadas), a meliponicultura trabalha com abelhas nativas do Brasil. O rendimento por colmeia é bem menor que o das abelhas com ferrão. Porém, em função de sua facilidade de manejo, a criação de abelhas sem ferrão pode ocorrer de forma bem adensada, com um grande número de colônias em uma mesma área.
Existem dezenas de espécies nativas do Brasil, como a jataí, a jandaíra e a uruçu, e sua criação, que dispensa, além dos equipamentos de segurança, uma dedicação exclusiva ou grandes investimentos, pode contribuir com a formação de renda dos pequenos produtores e ainda melhorar a qualidade nutricional na dieta dessas famílias pelo consumo dos diversos produtos da meliponicultura, como o mel e o pólen.
De acordo com o pesquisador Ricardo Costa Rodrigues de Camargo, especialista em Apicultura e Meliponicultura, do Núcleo de Agroecologia da Embrapa Meio Ambiente, a meliponicultura oferece ainda a polinização de várias culturas, aumentando a produtividade e qualidade de frutos e sementes.
A respeito dos preços, Camargo explica que, de maneira geral todos os méis de abelhas sem ferrão são bem valorizados podendo variar em média de R$ 40,00 a R$ 120,00 o litro dependendo da região e época do ano.
“Na Região Sudeste, o mel mais comum é o da jataí e sendo uma abelha bem pequena, tem uma produção menor (em média 1 litro/colônia/ano) em relação ao das abelhas maiores (meliponas) como uruçú, mandaçaia, tiúba e, portanto, pode atingir valores bem elevados. Já nas regiões Norte e Nordeste os méis de uruçú, tiúba e jandaíra são os mais comumente encontrados. Desconfie caso o valor do mel de abelha sem ferrão esteja próximo do valor do mel de abelhas africanizadas, pois pode estar adulterado ou ser falsificado”, alerta

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