quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Boletim ONG Baobá

Haroldo Mota

Caros Amigos,

Um artigo publicado na Folha de São Paulo, em 27/08/2010, de Leila Coimbra e Claudio Ângelo, comenta da origem do Planalto discutir a energia nuclear, sem leilão, a fim obrigar consumidor a adquirir e tornar o negócio rentável, o outro assunto é a nova campanha da SOS Mata Atlântica, sobre os compromissos ambientais dos candidatos ao cargo de deputado estadual.

Plataforma Ambiental

Organizada pela SOS Mata Atlântica e reúne as principais questões ambientais da atualidade que precisam ser discutidas e solucionadas pelos próximos dirigentes do país e dos estados. Lançada na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, em 25 de agosto.

O objetivo

Da mobilização nas Assembléias Legislativas estaduais “é que a Frente Parlamentar Ambientalista deixe de ter atuação concentrada em Brasília e passe a atuar propositivamente também nos estados, visando evitar iniciativas como a Lei da Mata Seca, de Minas Gerais, ou a lei de Santa Catarina sobre o código ambiental, que geraram uma instabilidade não só pra legislação do estado, mas para a legislação nacional”, destaca Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica. Veja no site www.sosma.org.br/plataforma/

Governo federal

Estuda abrir à iniciativa privada a construção e a operação de usinas nucleares, algo que, constitucionalmente, é monopólio do Estado.

Para que o negócio seja rentável

O Planalto discute obrigar os consumidores a comprar a energia nuclear, sem necessidade de participação em leilões, como exige o atual modelo do setor elétrico, elaborado pela então ministra de Minas e Energia e hoje candidata à Presidência, Dilma Rousseff.

O custo

De erguer uma usina do porte de Angra 3 (RJ) está entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões. O governo não possui fôlego para construir sozinho as quatro plantas nucleares previstas no Plano Decenal de Energia.

Representantes de empresas

Interessadas já discutem o assunto em gabinetes de Brasília, segundo a Folha apurou. É o caso da franco-belga Suez (dona de parte da hidrelétrica de Jirau), da alemã Siemens, da japonesa Toshiba, da norte-americana GE e da francesa Areva. O estudo já começa a gerar atritos no próprio governo, porém, um dos que defendem o monopólio é o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende. Sob sua pasta está a CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear), agência reguladora da atividade nuclear no país.

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