Caros amigos,
O Japão, terceira maior economia do mundo, sofrerá segundo relatório do Credit Suisse, perdas de $ 183 bilhões de dólares. "O terremoto, o tsunami e o incidente nuclear têm sido a maior crise que o Japão enfrentou nos 65 anos desde o fim da Segunda Guerra Mundial", disse o primeiro-ministro Naoto Kan em conferência de imprensa. Fonte http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE72KECA20110314
Aviso para o Mundo
A chanceler alemã, Angela Merkel, anuncia em coletiva a Alemanha vai analisar as lições da explosão na usina nuclear japonesa. "É aviso para o mundo", diz Merkel. Fonte http://noticias.terra.com.br/mundo/asia/terremotonojapao/noticias/0,,OI4987928-EI17716,00-Acidente+nuclear+no+Japao+e+aviso+para+o+mundo+diz+Merkel.html
Estabelecimento do Setor de Energia Solar
Evento acontecerá na Unicamp proporá setor de energia solar fotovoltaica no Brasil. Fonte http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=energia-solar-fotovoltaica-brasil&id=030175110303&ebol=sim
Uranium Film Festival
Estamos há 6 semanas para o inicio festival, que iniciará com a exposição “Mãos de Césio”. O Festival pretende informar e estimular produções independentes sobre energia nuclear e todo o ciclo nuclear, os riscos da radioatividade e especialmente sobre exploração, mineração e o processamento de Urânio. A sociedade, tem o direito de escolha.
http://www.uraniumfilmfestival.org/
E-mail: info@uraniumfilmfestival.org
Reunião da ACIRN - Associação dos Ciclistas do RN
Teremos a presença do superintendente Sr. Erly Bastos Monteiro, da Companhia Brasileira de Trens Urbanos de Natal. Acontecerá na próxima segunda-feira, dia 21, às 19h, na sala de reunião do supermercado Nordestão.
Fukushima está perto de nós!
A sigla GAU significa o maior acidente de uma usina nuclear possível.
Sábado à tarde, dia 12 de março, as notícias sobre o acidente nas usinas nucleares de Fukushima no Japão correm no meu computador. E em um quilômetro de distância da minha casa desfilam as melhores cinco escolas de samba pela ultima vez neste Carnaval de 2011. Neste mesmo momento, um jornal da internet, na Alemanha, escreve: "parece que um GAU aconteceu no Japão!" E a segunda notícia mais importante deste jornal fala sobre o jogador David Beckham, que seu quarto filho será pela primeira vez uma filha! No momento quando eu pensei sobre esta combinação de notícias caiu a energia. Pow! Luz, computador, tudo caindo na hora. TV, rádio, nada funciona mais. O meu bairro Santa Teresa ficou no escuro e no desconhecimento dos acontecimentos no Japão. Apagões como este acontecem frequentemente, quase uma vez por semana, aqui no Rio de Janeiro que recebe a eletricidade das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2, construídas numa "Pedra Podre"...
Mas agora não é o tempo para reclamar, é o tempo para refletir. Vai ter um novo Chernobyl no Japão, poluindo o ar e o mar com milhares de elementos radioativos transportados pelas correntes e ventos até outros continentes, igual como 25 anos antes na Ucrânia? Por que o acidente nuclear de 1979, em Harrisburg nos EUA, e o grande desastre de Chernobyl não tiveram consequências sérias como proibir e fechar para sempre todas as outras usinas nucleares no mundo?
Me lembro bem que a maioria do povo alemão não gostava destas usinas caras e perigosas já antes do desastre nuclear no território da antiga União Soviética que contaminou várias partes da Europa. Com os efeitos das chuvas radioativas chegando de Chernobyl em cima das florestas, hortas, cidades, escolas e jardins de infância, especialmente no sul do Alemanha, a população estava ainda mais crítica contra energia nuclear. Por isso, o Partido Verde da Alemanha (Die Grünen) e os socialdemocratas (SPD) foram eleitos em 1998, 12 anos depois de Chernobyl. Eles foram eleitos para mudar o sistema industrial da Alemanha, para criar mais empregos sustentáveis e para fechar as usinas nucleares!
O grande erro e tragédia do Governo, formado pelo Partido Verde e pelo Partido Socialista (SPD), foi não ter fechado os reatores nucleares na hora que estava no poder. Ao invés de criar uma lei de fechamento a curto prazo, contra a vontade das grandes empresas de energia na Alemanha, este Governo colaborou com estas empresas. Em 2002, o governo Verde-SPD criou a complexa Lei "Atomausstiegsgesetz*" para fechar as usinas nucleares. Esta lei, com o nome de "lei de fechamento de usinas atômicas", na realidade, garantiu a vida útil de 32 anos das usinas nucleares. Além disso: Quem conhece como funciona uma democracia, com eleições a cada 4 anos, sabe o que significa isso. Nada! Porque a cada 4 anos pode chegar um outro governo que pode mudar esta decisão a seu gosto, como agora o Governo da democrata-cristã Angela Merkel.
Mas nenhum povo do planeta precisa de energia nuclear, e ninguém neste planeta precisa de hidroelétricas, como Belo Monte ou Tucurui na Amazônia. Na Alemanha e Áustria - com muito menos sol de que o Brasil e invernos frios - já existem milhares de telhados com sistemas solar: Telhados com aquecedores solar que funcionam também no inverno e telhados com placas fotovoltaicas para produzir eletricidade durante o ano inteiro. Um dos pontos positivos do Governo Verde-Socialista da Alemanha foi os subsídios para o povo alemão adquirir estes tetos solares. Por isso, temos também agora vários agricultores que não só produzem legumes, milho, batatas ou carne para as linguiças brancas, mas também eletricidade para a comunidade. As fazendas viram usinas elétricas limpas, simplesmente pelo fato de suas grandes casas e estábulos terem grandes telhados, que são hoje cheios de placas solares.
Esta energia solar produzida pelos grandes e pequenos agricultores e fazendeiros está alimentando o sistema elétrico de toda Alemanha, e assim eles ganham a cada mês um bom lucro extra. Por isso, eu posso falar: Ninguém precisa de usinas nucleares e ninguém precisa de grandes barragens destrutivas!
Quem precisa de grandes fontes de energia centralizada são as grandes empresas com gasto alto de eletricidade, como a indústria de alumínio. Por exemplo, a Cidade de Hamburgo com mais ou menos 2 milhões de habitantes, tem uma usina nuclear, mas realmente não é para abastecer as lâmpadas e os bondes do povo e da cidade. A usina nuclear é para a indústria, principalmente para fazer alumínio à base de bauxita importada.
"Tá bom", alguém pode falar, "então só precisamos de mais algumas placas solar nos tetos de Hamburgo para substituir a usina nuclear." Infelizmente este pensamento também nos leva a um beco sem saída. Porque indústrias como a indústria de alumínio precisam de uma quantidade de energia elétrica tão alta, que é impossível economicamente abastecê-las com placas fotovoltaicas. A solução é uma outra: O mundo sustentável não precisa de alumínio, um dos materiais mais destrutíveis do planeta. Quem não acreditar nisso precisa visitar as minas de bauxita nas margens do Rio Trombetas, na Amazônia.
A questão não é "energia nuclear ou grandes barragens". A questão não é substituir uma fonte de energia por uma outra. A questão é mudar o estilo de vida da sociedade. Isso não significa uma perda. Ao contrário! Isso significa menos embalagens indevidas, menos lixo e mais comida fresca! Isso significa menos burrice como chuveiros elétricos e mais inteligência como chuveiro aquecido de graça pelo nosso sol; significa menos carros e menos mortes nas estradas durante o carnaval, significa um sistema de transporte público melhor o que quer dizer menos sofrimento, principalmente para milhares de famílias às margens das cidades.
Mudar o estilo da vida é muito mais fácil do que as pessoas pensam. As sociedades do planeta já mudaram seus estilos de vida centenas de vezes. O povo carioca, por exemplo, cozinhava até os anos 1970 com óleo de coco, produzido na região. Um sistema sustentável, saudável e gostoso. Mas a indústria junto com o governo mudou este estilo de vida em poucos anos. Hoje, o carioca cozinha com óleo de soja, produzido à custa do ecossistema Cerrado, à custa de uma destruição ambiental, social e cultural que não tem palavras! Além disso, o sistema de soja precisa de muita energia por causa do grande uso de pesticidas, adubos e grandes máquinas nas lavouras e por causa do transporte de grandes distâncias.
Norbert Suchanek, Rio de Janeiro
* Já no ano de 2001 o lei "Atomausstiegsgesetz" foi criticada pelas maiores ONGs ambientais da Alemanha, o BUND e o DNR. Eles avaliaram esta lei como irresponsável. E o representante do BUND, Sebastian Schönauer, falou: "Esta lei de fechamento é tudo menos uma lei de fechamento."
Alguns e-mails Recebidos
Antes de mais nada, meus parabéns e minha profunda admiração pelo teu empenho e tua luta. Estou tentando viabilizar minha mudança para Natal. Assim que eu chegar ai, pode contar comigo nesta luta pela preservação do meio ambiente. Grande abraço.
Larissa Newton
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Haroldo, não há o que agradecer. Foram momentos agradáveis e uma mobilização importante. Nós da Aphoto gostamos muito de participar. Fico feliz que tenha gostado das fotos. É uma contribuição para a documentação do evento do Abraço no Maior Cajueiro do Mundo, contra Aquecimento Global. Abraços,
Céres Frauendorf Bittencourt
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Meu jovem, operacionalmente falado, como posso fazer pra doar alguns (vários) livros pro Jácio (Cata Livros)? Alguém pode ir buscar na minha casa? É bem próximo ao prédio que incendiou...
Larissa Coringa
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É parceiro...foi com muita dor no coração que li na integra o seus email e a reportagem abaixo. Infelizmente se não tivermos o apoio da sociedade em geral não haverá autoridade que nos dê ouvidos, o que falta é Educação.
Continue plantando, continuaremos ajudando, mas infelizmente essa geração está perdida. Trabalho muito para meus filhos, seus amigos, sobrinhos e priminhos, o nosso trabalho em cima deles irá salvar o planeta, os que aqui estão são caso perdido.
Abraços do amigo e admirador.
Henrique da Costa
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A borboleta antes de ser borboleta era uma lagarta destruidora de árvores e de tudo que pertencesse ao meio ambiente. Agora que ela voa tapa o nosso sol também.
Acredite, a mãe terra vai cobrar cada folha, cada galho, cada ser por menor que seja destruído pelo ser humano, na verdade esse processo já começou.
Sandra Paz de Almeida
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Caro Haroldo, fico muito triste quando recebo este tipo de e-mail, principalmente por constatar que a comunidade que vive no entorno dessa árvore não percebe o quanto ela proporciona ou proporcionava qualidade de vida para as mesmas. E é assim no resto da cidade, do país, do planeta. Os seres humanos simplesmente ignoram a si mesmos, pois não percebem que somos todos um. Somos nós o próprio Universo.
Abraço fraterno,
Joanisa Prates.
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Claro, Haroldo, que você tem razão. Fazemos parte da natureza. Mudamos, quando ela muda. Perdemos, quando ela perde. Morremos, quando ela morre.
Mando-lhe um poema. Fala de outra poda, que também se abate sobre nós.
Fraternalmente,
Horácio Paiva.
A Alma das Cidade
A cidade passou
antes de mim.
E não houve adeus.
Perdeu-se
no caos incontrolável
da impermanência. E quando vi que passara
com o seu séquito mudo
retirei-me.
Sem olhar para trás...
Anjos
- que não sabem que são anjos -
vieram ao meu encontro
e serviram-me.
Ainda não morri,
concordo.
Mas a alma de minha cidade
não existe mais.
Horácio Paiva
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Receba todo meu apoio Haroldo. Natal está sem controle e ainda tem uma propaganda na rádio onde a pessoa diz que resolveu o problema dela em relação ao aquecimento global: comprou um ar-condicionado. Meu marido vive denunciando poda ilegal de árvores há mais de 3 anos. As pessoas alegam que o ladrão sobe pela árvore e entra na casa, que as folhas sujam e dão trabalho. É uma falta completa de consciência. Além de fazerem poda drástica nas árvores dentro dos seus terrenos, elas também podam as das praças e ruas sem comunicar à prefeitura. Shanti!
Mirian Aguiar
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Haroldo, acho super importante o seu trabalho de prevenção de meio ambiente, e das árvores. Mas alerto para o perigo de árvores sem poda de manutenção, contenção de pragas de um modo geral, nutrição adequada, avaria devido as intempéries, além da vida útil das árvores. Em Natal não existe um cuidado necessário, principalmente, com as árvores muita gente não sabe como cuidar, "Criar" dizem algumas pessoas, como se plantas fossem animais.
Penso que além de chamar a atenção do corte das árvores temos que chamar a atenção, onde plantar determinadas árvores, como identificar a época de poda, quais pragas estão atingido e como tratá-las. Grata pela atenção
Denise Oliveira
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Caro amigo, muito me orgulha saber que tem pessoas como você que preocupa-se e mostra a preocupação com respeito a questão ambiental, porem o sentimento de tristeza invade os caminhos arteriais quando vejo pessoas que passaram a vida aquiavelicamente defendendo as questões do meio ambiente, e hoje, na condição funcional que ocupa, deixa claramente transparecer, claramente, o descaso pela questão ambiental, confirmando assim o seu interesse maquiavélico na busca do poder! Como conviver com as duas faces do formador e a formação acadêmica? Atenciosamente,
Poeta Zé Martins
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Vejam e Acesse e confira: http://amigosdopedalrn.blogspot.com/
como foi o retorno de nossa viagem Natal - Santa Cruz.
abraços
Ewerton
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Querido Haroldo, peço desculpas por não ter comparecido ao abraço do cajueiro, motivo: minha mamãe estava doente tive que ficar com ela. Quanto ao seu artigo parabéns estou solidaria a sua magoa. As pessoas tem que conhecer mais sobre questões ambientais, para que possa adotar praticas que auxiliem a nossa luta pela sobrevivência. Sem o conhecimento vamos continuar matando tudo pela frente...que pena.Infelizmente a escalada do progresso técnico humano, pode ser medida pelo seu poder de controlar e transformar a natureza em calamidades. Grande abraço e bom final de semana. Beijão.
Guerta Rosane
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Meu querido, você não imagina como me sinto indignada. Acho que devemos ficar mais próximos. Era para alguém ficar de plantão. Se houvesse um grupo disposto a isso. Teremos que parir um grupo de ativistas. No final fica só a pergunta: Porque, cara? Afeto
Telma Romão
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Haroldo, um absurdo, uma árvore em seu vigor e na dignidade de seus mais de 100 anos, triste o descaso, mesmo diante da ação de paladinos como você. Que fique o protesto e a verificação e registro do descaso das autoridades, que enfim agem a seu bel prazer. Abraço.
Alexandre Magnos Gomes
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Fraternalmente,
Haroldo Mota
(84)9927.6555/8815.2289
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