Já não é novidade que a rotina de quem sofre de alergias como asma, faringite e rinossinusite merece cuidados especiais. Entre as medidas mais importantes, os especialistas destacam a garantia de um ambiente arejado e longe de poeira. E, a adoção de determinados hábitos de limpeza doméstica será essencial para evitar que crises respiratórias e os seus conhecidos incômodos, como coceira no nariz, dores na garganta, obstrução nasal, coriza, falta de ar, chiado no peito e espirros, tornem-se uma freqüente na vida do alérgico.
“O método ambiental é sem dúvida o menos custoso e extremamente eficiente para evitar crises”, destaca o otorrinolaringologista Pedro Guilherme Cavalcanti. Ele explica que ações como limpar os móveis e piso com panos molhados, evitar cortinas e carpetes e o uso de bichos de pelúcia, deixar o ambiente arejado com janelas e portas aberta e entrada do sol, fazer uso de lençóis e colchões anti-ácaros, não usar produtos de limpeza com cheiro forte, evitar animais dentro de casa, além da prática constante de esportes, fazem toda a diferença para a saúde e bem estar do paciente.
A dona de casa Lucia Medeiros da Silva, mãe do pequeno Sergio Ferreira, de oito anos, sabe bem o que é isso. O menino sofre de rinite alérgica e sinusite e, segundo Lúcia, depois que ela resolveu aplicar com disciplina as orientações que o médico da criança a fez sobre a forma ideal de higienização do quarto e outros cômodos da casa, a vida no menino ficou bem mais tranqüila. Ela conta que agora troca pelo menos três vezes por semana os lençóis de cama e coloca os travesseiros e colchões da casa para levar sol uma vez por semana. Além disso, trocou o espanador pelo pano úmido para higienização dos móveis e se livrou das almofadas da sala.
“Já sabíamos que ele tinha alergia, mas relaxávamos nesses cuidados e toda semana estávamos no pronto-socorro, porque ele levantava à noite com dor de cabeça, febre e reclamando que estava com falta de ar pelo nariz estar entupido. Desde o ano passado faço tudo direitinho e percebo que a freqüência das crises diminuiu. A última foi no começo de janeiro, acho que pelo período de chuva e mudanças de clima com a chegada do verão, mas só. Está brincando e indo para a escola todo dia”, coloca.
Outra observação é em relação ao uso de ventiladores e aparelhos de ar condicionado. Dr. Pedro Guilherme explica que o segundo é menos agressivo que o primeiro, pois o ventilador arremessa a poeira presente no ambiente, que acumula fungos, ácaros, resíduos de alimentos e insetos, na face do indivíduo. Justamente alguns dos principais causadores de crises. No caso do ar condicionado, uma forma simples de diminuir os efeitos negativos é o cuidado com a limpeza. Revisões periódicas dos filtros são indispensáveis.
Além de todos esses cuidados externos, para quem tem crises constantes, o otorrino chama atenção ainda para a importância do tratamento medicamentoso, como vacinas imunoterápicas e os tratamentos de controle (antialérgicos de forma continuada ou local, mas de baixas doses), para a diminuição dessas alergias. “Quando necessário, também é feito o uso corticóides, sejam eles locais ou sistêmicos, e também o de antimicrobianos, isso a partir da observação do médico de breves sinais infecções que podem estar confundindo ou associados ao quadro alérgico”, acrescenta.
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