sexta-feira, 18 de março de 2011

Namoro pode causar doença conhecida como mononucleose

Depois da alegria das festas de Carnaval, dos namoros e da folia é hora de voltar à rotina e prestar atenção em sua saúde. Na onda de sucessos como “Beijar na boca” e na “Base do beijo”, que embalam os foliões atrás dos blocos e durante os bailes, lembram uma realidade: os jovens brasileiros gostam de beijar. Beijar é muito bom, mas é preciso ficar alerta. Você conhece a doença do beijo? Também conhecida como mononucleose, é uma doença infectocontagiosa que acomete principalmente adolescentes e adultos jovens, entre 15 e 25 anos. Ela é causada pelo vírus Epstein-Barr e transmitida pela saliva.
"A doença é freqüentemente confundida com a gripe, por apresentar sintomas como febre alta, tosse, dor nas articulações, cansaço, falta de apetite, dor de cabeça, calafrios, desconforto abdominal, vômitos e dores musculares", explica o bioquímico Roberto Chaves, do Laboratório DNA Center.

Para ter uma idéia da frequência da doença do beijo em nosso meio, mais de 90% da população adulta possui anticorpos contra o agente que provoca essa infecção, o que significa que em algum momento da vida entraram em contato com esse vírus, mesmo que não tenham desenvolvido nenhum quadro clínico característico.

Muitas vezes a infecção é controlada pelo próprio organismo depois de duas semanas, mas nesse período pode ser transmitida. Do ponto de vista laboratorial, um sinal bastante indicativo de mononucleose é o surgimento de glóbulos brancos com forma anormal, chamados de linfócitos atípicos. O diagnóstico é feito com base no conjunto de sinais clínicos e laboratoriais, mas depende da confirmação por exames de sangue que pesquisam a presença de anticorpos contra o vírus Epstein-Barr.

Os efeitos da doença são combatidos com analgésicos e antitérmicos, para controlar os sintomas. Por isso, na época do carnaval ou após grandes eventos, é possível notar um aumento de casos da doença.

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