segunda-feira, 21 de março de 2011

Fruticultura nacional mostra crescimento

Roberto Guedes
Por e-mail


Enquanto economistas e produtores norte-rio-grandanses se preocupam com sintomas da redução do que a fruticultura do Rio Grande do Norte oferece, no Brasil o segmento se turbina. É o que demonstram números que o ministério da Agricultura divulgou nesta quinta-feira, 17, ontem, em Brasília.
Baseando-se em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o ministério informou que a produção brasileira de frutas aumentou 19% entre 2.001 e 2.009.
O consumo também cresceu de 113 quilos por habitante ao ano (kg/hab/ano), em 2001, para 125 kg/hab/ano em 2009. Na avaliação do economista Gustavo Firmo, técnico da Coordenação-Geral para Pecuária e Culturas Permanentes do ministério da Agricultura, este crescimento se deu com a melhora de produtividade e rendimento. “Certamente os produtores investiram em tecnologia ao longo desses dez anos. Isso melhorou bastante a produtividade da maioria das culturas”, constatou.
Outro fator que explica o bom desempenho do setor é o preço. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) das frutas é o mais baixo (16% de acréscimo) entre os itens do grupo alimentação e bebidas (110% de aumento). “Quando você agrega as frutas todas, algumas puxam o IPCA pra baixo. Na média, o preço das frutas ao consumidor não impactou tanto quanto era de se esperar. Se o consumidor final está tendo acesso a frutas a um preço razoável e o restante da cadeia tem ganhado, isso é muito bom”, analisa Gustavo.
Apesar do cenário positivo, o saldo da balança comercial de frutas frescas (US$ 312,6 milhões em 2010) sofreu uma queda de 21% em relação a 2009 e de 46% se comparado a 2007. Naquele ano foi registrado o maior saldo positivo na balança desde 1999, que chegou a US$ 581,49 milhões. Isso pode ser explicado pela valorização do real, que desestimulou a exportação e estimou a importação. “O saldo da balança foi menor, mas o fluxo comercial foi recorde no país”, pondera Gustavo Firmo, observando que a última rubrica chegou a 1,44 bilhão de dólares. “O aumento de importação é também um indicativo de que a demanda e o poder aquisitivo do brasileiro aumentaram”, diz.

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