sábado, 9 de abril de 2011

Mamãe eu vou ali...

LeoSodré Direto do PAPI
 
Encontro-me com Willy Saldanha, tio de Plínio Bang Sanderson, no Azulão e pergunto:
 
- Qual o horário de visitas para Plínio na UTI?
 
- Ele já saiu da UTI, está no quarto 118... Respondeu.
 
Animei-me e disse:
 
- Vamos lá?
 
E fomos.
 
Encontramos o poeta que estava com sua mãe, Iracema, sentado diante de um laptop, depois de dar uma entrevista para Anderson Barbosa, do Novo Jornal. Estava animado e foi logo dizendo:
 
- Antes que você pergunte vou logo dizendo que a bala está saindo!
 
Passei a mão nas costas dele e alisei a bala, já bem pertinho da pele, como uma espinha que espera uma espremida.
 
Iracema disse alto, lá do sofá:
 
- Ele vai fazer um colar com essa bala... E riu.
 
Ele contou os detalhes do assalto, emocionou Willy e por fim perguntou para onde nós iríamos.
 
- Bem... Disse Willy. Como você está tão bem nós vamos voltar para o Azulão para comemorar. Eu vou tomar uma cerveja e Leo um “Montola”.
 
Aí Plínio arregalou os olhos e olhando fixamente para Iracema, disse:
 
- Mamãe, tire aqui o soro que eu vou ali...
 
- Ali aonde criatura de Deus?
 
- Vou tomar umas “Montolas” para recuperar o sangue que perdi com Leo e titio Willy e volto já...
 
Eu juro!

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