Foto e texto: simoneSodré
Vi o público do bar, ouvi suas falas altas e exaltadas. Vi a burguesia, a nossa burguesia, limpinha, cumprindo seu ritual do fim de semana como se estivessem "fugindo da rotina". Ora, mais uma rotina. Nem sabem. Nem querem saber!
Lá, o poeta seguia a sua genuína falta de rotina _uma rotina_ percebendo pelo movimento das pessoas que aquele, para elas, era um dia diferente_ o dia da diversão, o dia de "fazer o que gosta". E é tão distante dele a distinção desses dias...
Sua paz e humildade não deliberadas agridem os que sentam e esperam pra sentir o que ele, o poeta, é.
(2005)
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