quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Garibaldi: “Sem porto não podemos ficar”

O candidato à reeleição, senador Garibaldi Filho (PMDB), defendeu hoje que o Rio Grande do Norte não pode continuar sem um porto que pelo menos sirva adequadamente às exportações feitas por meio de contêineres. Garibaldi falou sobre esse e outros assuntos em entrevista concedida dentro do programa Jornal 96, da 96FM, que é apresentado pelo jornalista Diógenes Dantas.

O senador foi o último entrevistado da rodada feita com candidatos ao Senado.
Além da defesa da obra do porto, o candidato à reeleição falou sobre as reforma política, tributária e previdenciária; sobre outras obras necessárias ao Estado; sobre seu trabalho à frente do Congresso Nacional; e ainda a cerca de sua colaboração com o Governo do Estado na obtenção de benefícios para o Rio Grande do Norte, fato contestado recentemente.

Confira a seguir os principais trechos da entrevista...

REFORMA POLÍTICA

“Eu acho que isso não deveria ficar só na expectativa, mas deveria ser cobrado. Vamos esperar que haja uma mobilização da opinião pública nacional. Quando falo nessa mobilização falo da imprensa. Que ela possa cobrar isso de imediato quando os novos parlamentares tomarem posse. Porque isso já foi prometido, já foi discutido e até já foi aprovado (no Senado), Mas na Câmara parou e não se quis mais tocar adiante. E o que está aí, pelo menos em termos de reforma, de decisões com relação a eleições; são decisões muito mais do Judiciário do que no Legislativo”

REFORMA DÉBIL

“A reforma política aprovada no Senado ainda é insuficiente porque é anterior a tudo isso que ocorreu no Brasil e que mereceu toda uma revolta da opinião pública. E que tivemos pelo menos a condenação moral de políticos, sobretudo parlamentares. É uma reforma que antecede o ‘mensalão’. Por isso mesmo, nesse aspecto, é uma reforma que não atende aos clamores da população. É uma reforma débil”

FRAGILIDADE PARTIDÁRIA

“A reforma aprovada pelo Senado não resolve a questão do ‘caixa 2’. O que prevê são medidas como financiamento público de campanha, que eu sou a favor; a possibilidade do voto distrital misto, que eu também sou a favor. Mas ela peca numa coisa que não sou só eu que diz: no problema da fragilidade dos partidos políticos. Isso sob o aspecto de que os partidos hoje são dominados por cúpulas partidárias. Os partidos hoje são dominados por cúpulas que não consultam as bases e a legislação permite isso. Por exemplo, nos municípios temos comissões provisórias. Se a direção do partido entender de intervir naquela comissão provisória, foi-se embora a autonomia daquele diretório que representa as bases”

MEDIDAS PROVISÓRIAS

“Se eu pudesse reduziria as medidas provisórias. Que foi uma luta minha. Faria uma legislação diferente. (....) Se eu pudesse aprovar isso, eu faria. Porque essa história de Medidas Provisórias — como fui presidente do Congresso, sei — mexe com a pauta do Senado; ela tranca; ela comanda a pauta do Senado. O Congresso fica refém da pauta do Governo”

REFORMA TRIBUTÁRIA

“Não podemos fazer a reforma tributária só pensando no Governo. Temos de pensar também no consumidor. E nós temos de pensar na carga tributária, que é escorchante com relação à atividade privada. Essa reforma só vai na pressão. Se os prefeitos entenderem de pressionar. Só vai no grito porque quem está tendo os dividendos não vai abrir mão deles”

REFORMA PREVIDENCIÁRIA

“É um assunto que pode ser tratado, mas se o governo tiver a maioria que teve nessa última legislatura não vai conseguir as reformas que deseja. Porque é uma maioria bastante instável. Ela se constitui uma maioria ao sabor de desejo de parlamentares que não tem compromisso nem com o partido e nem com o Governo. Daí a necessidade de uma reforma política. O que vemos lá é que o Governo, para conseguir aprovar, tem, de chamar os parlamentares e convencê-los. Uma reforma dessas não é fácil”

PORTO

“Temos que definir se vamos ficar com esse porto ou vamos abandoná-lo e fazer outro. Sem porto não podemos ficar. Temos de ter aqui um porto intermediário, um porto que ao menos dê conta dos contêineres. Hoje, diante do que significa o investimento desse porto e diante do aeroporto, talvez o melhor fosse investir nesse porto de Natal”

AEROPORTO

“Eu acredito que o aeroporto de São Gonçalo fica pronto até 2014”

COLABORAÇÕES COM O GOVERNO

Eu realmente creio que a ex-governadora está com algum problema de memória. Porque realizamos várias reuniões. Eu inclusive trouxe uma notícia do portal NO MINUTO.COM (apresentou a seguinte notícia http://www.nominuto.com/noticias/economia/petrobras-garante-refinaria-completa-no-rn-e-anuncia-operacao-da-termoacu/12599/ ). Eu acho que ela agiu politicamente. Os três senadores constituem uma chapa majoritária que está em confronto com a chapa que ela compõe; e esse confronto levou ela a esquecer que houve essa colaboração. E o mais importante é que essa colaboração precisa continuar existindo.

ÍMPETO ELEITORAL

"Acho que o julgamento (acerca da sua passagem pela presidência do Congresso) dela é muito precipitado. É muito baseado no ímpeto que ela tem de desvalorizar o meu mandato. Eu acredito que ela não dizia isso quando eu era presidente do Senado, quando eu procurava ajudar o Governo”

PRESIDÊNCIA DO SENADO

“À frente da Presidência obtive 102 milhões em emendas para o Rio Grande do Norte. Destaco a quantia porque as obras são municipais. Eu computaria ainda — juntamente com toda a bancada e mais estreitamente com o deputado Henrique — os sérvios que serão iniciados no porto ilha de Areia Branca, que foram incluídos no PAC. Eu incluiria os recursos que apresentei como senador para o projeto de irrigação da barragem de Santa Cruz. E que depois também foram incluídos no PAC. E incluiria também o próprio aeroporto de São Gonçalo, as gestões que foram intensas junto à ministra Dilma Rousseff. Tudo isso me leva a considerar que fui um presidente que ajudou o seu estado.

PESQUISAS

"Não há clima de já ganhou. Nem ’Jajá’ (José Agripino) está achando isso. As pesquisas tem me deixado feliz, claro. Bom é estar na frente. Essa história de dizer que é bom estar atrás e que você vem de trás... Isso é coisa para Fórmula 1. Para eleição, bom mesmo é estar na frente"

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