Uma das autoras mais lidas da atualidade e admirada por intelectuais de diversas gerações, a jornalista gaúcha, Martha Medeiros, desembarca em Natal, nesta quarta-feira (04), e participa de um bate-papo e noite de autógrafos, na livraria Siciliano do Midway Mall, às 19h. O evento também contará com a participação do jornalista e escritor baiano, Antonio Nahud Junior.
Ao longo de sua carreira, a escritora gaúcha publicou 18 títulos, que passam pela poesia, crônica, romance, literatura infantil, ficção e contos. Na obra mais recente, “Doidas e Santas”, através de 100 crônicas, publicadas entre outubro de 2005 e julho de 2008, Martha expõe os anseios de sua geração e de sua época, o que faz dela uma das vozes mais importantes entre as recentemente surgidas no cenário nacional.
Com textos inspirados, acima de tudo, na condição humana, a escritora nos põe a refletir sobre o mundo em que vivemos e todas suas verdades inquestionáveis. Dessa forma, sua obra tem inspirado não apenas o universo feminino, mas também o masculino, que responde por boa parte dos e-mails recebidos por ela. “Apesar das nossas complexidades, não estamos sozinhos, temos todos a mesma história para contar”, explica Martha.
Mas, a verdade é que muitas mulheres têm a cronista como uma representante, muito embora ela não se considere porta-voz de ninguém. “Compreendo que os livros podem contribuir para clarear certas ideias, estabelecer um posicionamento, principalmente a crônica, que é muito cotidiana”, acrescenta Martha.
Em outubro deste ano, Martha Medeiros lançará, pela editora Objetiva, a ficção “Fora de Mim” e uma agenda 2011, em comemoração aos seus 25 anos de literatura. “Essa agenda contará com 144 frases escolhidas por mim, pinçadas dos meus poemas e crônicas”, explica. Ainda em 2010, o livro de cartas “Tudo que eu queria te dizer” também ganhará os palcos de teatro, estrelado por Ana Beatriz Nogueira.
Dezoito livros depois – Da publicação de seu primeiro título, “Strip-Tease”, em 1985, para cá, Martha afirma que houve um amadurecimento natural em sua escrita. “À medida que fui vivenciando novas experiências, os textos também foram sendo mais bem lapidados”, afirma a jornalista.
Entre seus livros, não existe um preferido. Com a autora faz questão de ressaltar, cada livro reflete quem ela é, o que viveu e aprendeu. No entanto, Martha diz gostar muito de “Selma e Sinatra”. Embora tenha tido pouco destaque, esse foi o único livro que ela escreveu pensando que poderia dar uma boa peça de teatro, o que não aconteceu. A cronista explica que, após toda a repercussão de “Divã”, que virou peça de teatro e filme, estrelado por Lilia Cabral, as pessoas foram descobrindo “Selma e Sinatra”.
O romance “Divã”, lançado pela editora Objetiva, já vendeu mais de 60 mil exemplares e foi publicado na França, Suiça, Itália, Portugal e Espanha. Seu primeiro best seller, no gênero crônica, foi a coletânea “Trem-Bala”, que também foi adaptada, com sucesso, para os palcos, sob direção de Irene Brietzke.
Influências literárias – Martha lê muito, desde pequena. Aliás, faz questão de afirmar que viveria sem escrever, mas jamais sem ler. Na sua leitura podemos encontrar Philip Roth, Paul Auster, Quintana, Fernando Pessoa, Drumond, entre outros. Seu gênero preferido, para ler, é o romance. A cronista ressalta que Luis Fernando Veríssimo é o papa da crônica.
A MPB também tem muita influência na obra de Martha Medeiros. A jornalista conta que ficava fascinada com a letra das músicas. Segundo ela, todo tipo de arte lhe alimente de alguma maneira. Os filmes do Woody Allen também representam uma fortíssima referência para sua carreira, pois ele lida com a complexidade humana, com um pouco de humor.
Obras – Como poeta, Martha Medeiros publicou os seguintes livros: Strip Tease (Brasiliense), Meia-Noite e Um Quarto (L&PM), Persona Non Grata (L&PM), De Cara Lavada (L&PM), Poesia Reunida (L&PM), e Cartas Extraviadas e Outro Poemas (L&PM).
Em maio de 1995, lançou seu primeiro livro de crônicas, Geração Bivolt (Artes & Ofícios), onde reuniu artigos publicados no jornal Zero Hora e textos inéditos. Em 1996, lançou o guia Santiago do Chile – Crônicas e Dicas de Viagem, fruto dos oito meses em que viveu na capital chilena. Seu segundo livro de crônicas, Topless (L&PM), ganhou o Prêmio Açorianos de Literatura.
Seu primeiro best seller no gênero crônica foi a coletânea Trem-Bala. Publicou ainda Non-Stop – Crônicas do Cotidiano, Montanha-Russa (segundo lugar no Prêmio Jabuti e vencedor do Prêmio Açorianos) e Coisas da Vida.
Também é autora do romance Divã, lançado pela editora Objetiva; do livro infantil Esquisita Como Eu, pela editora Projeto; as ficções Selma e Sinatra e Tudo que eu queria te dizer, além de Doidas e Santas, sua última obra lançada.

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