Larissa Moura*
Numa cidadezinha arrodeada por serras ela se encontrava.
De frente pra praçinha, do lado da igreja e do comércio do compadre.
Uma bela árvore lhe fazia sombra na frente, e os velhos e
longos coqueiros – que serviam pra comadre fazer cocada nos fins de semana –
traziam a brisa pro terreiro, que acomodava o galinheiro e o bom e velho cão de guarda.
A casa do vovô nunca estava silenciosa.
Se não fosse os dois netos jogando play station,
brincando com as panelas ou correndo da mãe pra não tomar banho...
Era a televisão ligada na missa, o radio falando as notícias ou a falança dos visinhos
na janela que dava pra rua.
E o cheiro que exalava de manhãzinha cedo, da panela do cuscuz,
da vasilha de tapioca, do ovinho caipira que vovó preparava, todo santo dia,
enquanto todo mundo acordava. Os passarinhos cantando, e o gato já em posto,
esperando o franguinho cozinhado do almoço.
Que saudade eu sinto, daquela cidadezinha arrodeada de serras,
da casinha barulhenta e cheirosa, onde meus avós viveram,
onde meus pais cresceram, e onde eu aprendi a cultivar meus sonhos,
criar asas pra voar, mas sempre voltar, pra casinha daqueles que sempre,
sempre vão me amar.
*Estudante de jornalismo.
lindo, tocante e de uma pureza sem fim...
ResponderExcluirassim como sua autora!
adorei, deu até saudade da minha casinha inocente lá no mue seridó.
parabéns Larissa muito bonito chegei a vislumbrar toda essas cenas com tres pesornagenam principais Irani Jarlene e Suerda
ResponderExcluiremoção rolou saudade eita tempo bom mais uma vez parabéns!!!
emocionante. vc não poderia descrever melhor a sua saudade. beijos (L)
ResponderExcluirEssa menina é incrível! Sou um admirador dela. Sempre pensei "essa menina tem futuro". "[...]onde eu aprendi a cultivar meus sonhos,
ResponderExcluircriar asas pra voar".
Lindoooooooo amiga!
ResponderExcluirmuito emocionante, sucesso sempre na sua carreira, você vai longe...
Brijos e saudade de tu*