segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Aquela Casinha

Larissa Moura*

Numa cidadezinha arrodeada por serras ela se encontrava.
De frente pra praçinha, do lado da igreja e do comércio do compadre.
Uma bela árvore lhe fazia sombra na frente, e os velhos e
longos coqueiros – que serviam pra comadre fazer cocada nos fins de semana –
traziam a brisa pro terreiro, que acomodava o galinheiro e o bom e velho cão de guarda.
A casa do vovô nunca estava silenciosa.
Se não fosse os dois netos jogando play station,
brincando com as panelas ou correndo da mãe pra não tomar banho...
Era a televisão ligada na missa, o radio falando as notícias ou a falança dos visinhos
na janela que dava pra rua.
E o cheiro que exalava de manhãzinha cedo, da panela do cuscuz,
da vasilha de tapioca, do ovinho caipira que vovó preparava, todo santo dia,
enquanto todo mundo acordava. Os passarinhos cantando, e o gato já em posto,
esperando o franguinho cozinhado do almoço.
Que saudade eu sinto, daquela cidadezinha arrodeada de serras,
da casinha barulhenta e cheirosa, onde meus avós viveram,
onde meus pais cresceram, e onde eu aprendi a cultivar meus sonhos,
criar asas pra voar, mas sempre voltar, pra casinha daqueles que sempre,
sempre vão me amar.

*Estudante de jornalismo.

5 comentários:

  1. lindo, tocante e de uma pureza sem fim...

    assim como sua autora!

    adorei, deu até saudade da minha casinha inocente lá no mue seridó.

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  2. parabéns Larissa muito bonito chegei a vislumbrar toda essas cenas com tres pesornagenam principais Irani Jarlene e Suerda
    emoção rolou saudade eita tempo bom mais uma vez parabéns!!!

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  3. emocionante. vc não poderia descrever melhor a sua saudade. beijos (L)

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  4. Essa menina é incrível! Sou um admirador dela. Sempre pensei "essa menina tem futuro". "[...]onde eu aprendi a cultivar meus sonhos,
    criar asas pra voar".

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  5. Lindoooooooo amiga!

    muito emocionante, sucesso sempre na sua carreira, você vai longe...

    Brijos e saudade de tu*

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