As análises sobre o repentino retorno da prefeita Micarla de Souza a Prefeitura de Natal, enquanto convalescente de uma operação cardíaca são muitas. As editorias de política enxergaram variadas razões. Um a delas a de que a prefeita não havia pedido licença a Câmara Municipal de Natal para se ausentar por mais de um mês, conforme o artigo 51 da Lei Orgânica do Município. Essa não procede porque em caso de doença, é impossível prever o retorno.
Outra causa seria necessidade de reocupar um espaço que estava sendo bem avaliado enquanto o vice-prefeito, Paulinho Freire, administrava de forma dinâmica e moderna. Especulam que a prefeita viu nisso um risco de aumento de seu desgaste, que não para de aumentar.
Especulam, também, que Micarla não quereria perder tempo com vistas à tentativa de reeleição em 2012 e que teria vindo disposta a, como ela mesmo declarou, “buscar resultados para a população”, enquanto Paulinho Freire, que não sabia do retorno repentino da prefeita, admitiu que ela tinha desgaste considerando a expectativa da população durante as eleições de 2008.
Ela poderia reiniciar seu mandato tomando uma atitude simpática, pagando os cachês dos artistas que trabalharam no “Natal em Natal”, em dezembro. Os profissionais ironizam dizendo que o dinheiro está trancado em uma gaiola. (LS).
O PMDB não tem jeito
A história vem se repetindo sempre que Hermano Morais, hoje deputado estadual, pleiteia alguma coisa. Sempre vai para o sacrifício. Agora, depois de lançado como candidato ao cargo de 1º Secretário da Assembleia Legislativa, foi obrigado a abrir mão do desejo por orientação do seu partido, que coloca o tapete e invariavelmente puxa no momento preciso.
Sem microfone
O ex-prefeito de Assú, Ronaldo Soares, está sem microfones para responder uma análise política feita pelo jornalista e publicitário João Maria Medeiros na semana passada na Rádio Princesa do Vale. Os apresentadores do programa “Panorama Político” não estão com vontade de abrir a pauta para dar espaço ao ex-prefeito, que terá que esperar alguns dias para comentar a análise jornalística.
Adiando o constrangimento
O presidente da Câmara de Vereadores de Natal, Edivan Martins (PV) vem adiando o constrangimento de ter que escolher entre suplentes das coligações e suplentes de partidos, para as vagas de Hermano Morais e Paulo Wagner, enquanto o STF já decidiu que vaga de suplente é do partido. Sem posição firmada, Martins terá que seguir a legalidade. Está esperando o quê?
Bem articulado
O deputado Ricardo Mota (PMN) recebeu a unanimidade dos votos dos seus pares, para presidir a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. A votação para o restante dos cargos foi tranqüila, exceto para a 1ª Secretaria, considerada como a “prefeitura” da Casa, por causa da interferência eterna do PMDB de Henrique Alves.
Dinheiro no buraco
Os especialistas estão cansados de dizer que o buraco da BR101, na altura de Emaús, que destruiu parte do asfalto e tem causados quilométricos engarrafamentos não será resolvido somente o preenchendo com areia e pedra e refazendo a pavimentação. Lá, somente resolve uma ponte bem feita. Persistir na solução atual a cada chuva grande significará jogar no buraco dinheiro dos contribuintes. E muito!

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