Para dar fim às incertezas sobre a realização da Copa do Mundo em Natal, à desconfiança do futuro investidor privado na parceria (PPP) com o Governo do RN e aos boatos de que o Estádio das Dunas vai se transformar num Elefante Branco pós-Copa há uma saída que classifico como interessante e sensata: a entrada de ABC e América nas negociações.
Explico: se ABC e América, por exemplo, assinassem um termo de compromisso para disputar todos os clássicos no estádio da Copa, depois do Mundial de 2014, acredito que reduziria um bocado as incertezas e desconfianças. E seria bom para todo mundo. O público sempre seria maior nos jogos, em comparação aos clássicos disputados no Frasqueirão ou no estádio do América, que deve ser construído.
Seria muito bom para Natal, que ganharia uma nova força para sediar a Copa (acredito que sediará, mesmo sem a anuência de ABC e América a este “convênio”), para os clubes e para as torcidas. E para não prejudicar os seus patrocinadores, donos de cadeiras e camarotes, o ABC poderia encontrar uma forma de acomodá-los no estádio da Copa nos clássico, quando tivesse o mando de campo. ideias não faltam.
No caso do América, se já tiver erguido a Arena do Dragão, serve a mesma regra do rival. Ou tanto um quanto o outro acham que vão colocar mais de 30 mil torcedores em seus estádios particulares? Depois da Copa, o Estádio das Dunas, que pertencerá a um grupo de investidores, terá capacidade para 35 mil espectadores.
Deficiências
E uma verdade precisa ser dita: o transporte para o estádio do ABC é precário, não há muitas saídas para desafogar o público e é quase um jogo de uma torcida só, tendo em vista que a torcida do América “consome”, no máximo, 30% do estádio. No caso do América, acontece o mesmo. Independente do local onde construirá a Arena do Dragão – Zona Norte e ou Parnamirim -, o problema de transporte será semelhante ao do estádio do ABC. Ou seja, jogar todos os clássicos no Estádio das Dunas é o mais sensato em todos os sentidos.
O local onde será erguido o Estádio das Dunas (antigo Machadão) é mais central, tem vários acessos e vias que facilita o trabalho da organização do evento e da polícia. Não há o encontro de torcidas, pelo menos, no raio do estádio, que será ultramoderno, dando um conforto que nem ABC nem América têm como oferecer em curto prazo. E terá sempre o estádio dividido ao meio, como acontece nos clássicos do Rio de Janeiro.
Por fim, em 2015, ABC, América e Alecrim completam 100 anos de história e poderiam realizar um torneio Centenário com os três clubes da capital jogando na nova arena da Copa - mais um ingrediente para viabilizar o Mundial de 2014 em Natal. Esse papo de que o estádio é multiuso e que servirá para todo tipo de evento não é suficiente para convencer os investidores. O Estádio, antes de tudo, é de futebol.
ABC, América e até o Alecrim (porque não?) devem fazer parte do “pacote” para viabilizar a Copa em
Natal e, finalmente, erguer a moderna arena no lugar do velho e acabado Machadão.
George Fernandes
Repórter Esportivo
www.reporteresportivo.com.br

Nenhum comentário:
Postar um comentário