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| A pajelança reuniu a presidente eleita, Dilma Rousseff, o primeiro escalão e quase todos os ex-ministros, como o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, além de governadores, prefeitos e parlamentares. |
O presidente Lula se emociona durante o discurso em que apresentou o balanço de seus oito anos de governo
A 15 dias de deixar o poder, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou em cartório as realizações dos oito anos de seu governo. Não ficou só nisso. Diante do presidente da Associação dos Notários e Registradores do Brasil, Rogério Bacellar, o presidente e 37 ministros assinaram os seis volumes com um balanço dos dois mandatos, contendo até mesmo obras que sequer começaram, como a usina de Belo Monte e o Trem-Bala.
Em cerimônia organizada com pompa para marcar a despedida de Lula, no Palácio do Planalto, o governo registrou também grandes obras de infraestrutura não terminadas, como as Ferrovias Norte-Sul e Transnordestina e as hidrelétricas de Jirau e Santo Antonio.
As obras da hidrelétrica de Belo Monte deverão ser iniciadas em março de 2011, segundo o próprio presidente, ou em abril, de acordo com a Eletronorte. O governo concedeu a licença prévia para a usina, que aguardava o documento havia vinte anos.
O Trem-Bala, que vai ligar o Rio de Janeiro a São Paulo e Campinas, não teve ainda nem o leilão, antes marcado para 29 de novembro. A pedido dos próprios empresários - e com poucos candidatos a disputar a licitação -,o pregão foi adiado para abril.
'Esta prestação de contas é menos para engrandecer o que nós fizemos e mais para dar uma fotografia à sociedade brasileira, para que ela, vendo o que foi feito, perceba também o que não foi feito e o que precisa ser feito', justificou o presidente.
O resumo dos seis volumes registrados em cartório foi distribuído num livro de 310 páginas, produzido pela Secretaria de Comunicação Social. O material foi posto na internet: balancodegoverno.presidencia.gov.br e i3gov.planejamento.gov.br/coi.
Recorrendo ao bordão de seu governo, Lula afirmou que muitos perceberão, ao ler o material, que a frase 'nunca antes na história desse País' não é sem sentido nem demonstra que ele está 'descobrindo o Brasil' agora. 'Muita gente fica incomodada, mas apenas estamos fazendo o que os outros não fizeram.'
Emocionado, o presidente disse que, entre erros e acertos, o saldo é positivo: mais de 80% de aprovação do governo. E, somados aqueles que o acham regular, o índice chegaria a 94%. 'Nós temos de 3% a 4% que teimam em dizer que somos ruim/péssimos', observou. 'A esses, eu espero que olhem para a Dilminha com os olhos diferentes do que me olharam, e percebam que errar é próprio do ser humano.'
Ao vice, José Alencar, internado no hospital Sírio Libanês, Lula fez um agradecimento especial após o ex-ministro do Desenvolvimento Luiz Fernando Furlan cochichar em seu ouvido. 'Falta falar do Alencar', disse Furlan ao presidente.
Lula admitiu que o desejo dos governantes é receber elogios e 'manchete favorável'. 'É por isso que eu ando muito, para fazer um contraponto. Leio o jornal, não vejo matéria favorável a mim, e falo: vamos viajar o Brasil para que eu fale bem de mim.'
Imitando opositores, Lula disse que muitos consideravam 'impossível' eleger Dilma presidente. Triunfante com o resultado eleitoral, emendou: 'A única coisa impossível é Deus pecar. O resto, tudo pode acontecer'.
Por João Domingos, Lisandra Paraguassú, Vannildo Mendes e Vera Rosa, estadao.com.br,
Dida Sampaio/AE
Por João Domingos, Lisandra Paraguassú, Vannildo Mendes e Vera Rosa, estadao.com.br,
Dida Sampaio/AE

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