sábado, 16 de agosto de 2014

DIREITO AO DELÍRIO

Fernando Lins
Professore músico.

Ao assistir em entrevista no Programa Singular o ensaio Direito ao Delírio do Escritor uruguaio Eduardo Galeano, autor dos clássicos, A Escola do Mundo Avesso e As Veias abertas da América Latina, entre outros, me senti um ser privilegiado por ter acesso a um material tão rico e tão simples de ser entendido, um homem que prega a igualdade e a justiça sonhada por Cristo, Gandhi, Buda, Sócrates, sem nenhum teor de cunho religioso, vendo tão somente o ser humano despido dos vícios capitalistas.

Paradoxalmente vejo o juiz americano Thomas Griesa, integrante de uma corte que tem poder bélico, decretar que se a Argentina não pagar até o dia 30 de julho  de 2014 os 1,3 bilhões de dólares que deve aos  dois fundos especulativos, também chamados de fundos abutres, que não concordaram com o plano de reestruturação de dívidas, dos portenhos;  “pessoas vão sofrer”.

É uma decisão que viola o direito de autodeterminação de qualquer nação. “Tiraram de nós a justiça e nos deixaram a Lei.” É exatamente assim que a América pobre se sente em relação, a Lei do mais forte que manda no mundo. Lei essa, que as agencias de classificação de riscos, Standard & Poor’ s e Moody’s & Fitch, também conhecidas como a Santíssima Trindade, nos impõe de maneira despótica e tirânica.

Enquanto isso na terra santa, conflitos de cunho religioso, disputas por uma faixa de terra árida presumidamente rica em petróleo, culminando com a morte de inocentes e os UEA, mantém uma postura de apoiar os semitas israelenses em seu ódio mortal aos palestinos.

A indústria bélica é a única atividade financeira no mundo orçada em trilhões, e os UEA são o maior representante desse nefasto ramo, logo é confortável para eles apoiarem esse confronto belicoso sem fim que serve tão somente a interesses escusos, à custa de um povo já tão sofrido.

Agradeço ao Sr. Eduardo Galeano, a maneira limpa e clara de ver um mundo tão confuso que nos é imposto pelos judeus capitalistas.

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