quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Janeiro negro


            Tudo indica que a crise financeira que a governadora Rosalba Ciarlini encontrou para administrar após a gestão do ex-governador Iberê Ferreira está apenas começando. Ontem, 04, o Governo do Estado deveria ter repassado R$ 24 milhões para as 167 prefeituras do estado, mas somente havia arrecadado cerca de R$ 1,0 milhão e somente Iberê havia deixado no cofre R$ 600 mil. Uma situação grave, acrescida de ameaças de greves, paralisação de entrega de alimentação aos apenados e descontinuidade de serviços na área da saúde. Rosalba precisaria imediatamente de cerca de R$ 91 milhões para pagar os compromissos vencidos. Um horror!
            Outra herança de Iberê são os R$ 11 milhões de dívidas do Programa do Leite. Várias usinas já suspenderam as entregas e desde agosto três mil pequenos produtores sofrem com a constante inadimplência.
            Enquanto isso o PMDB e o PT disputam os cargos de segundo escalão do governo Dilma Rousseff. O deputado federal Henrique Alves (PMDB) e o ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT) se estranharam e as indicações ficarão para depois da votação para nova Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Enquanto isso Dilma tem que enfrentar o seu primeiro desafio, porque o presidente da Câmara, Marco Maia (PT), admite alteração no valor do valor do salário mínimo, de R$ 540 reais. Que Dilma promete vetar. A oposição defende o valor de R$ 600 reais, proposto pelo ex-candidato tucano a presidência, José Serra.
            Aqui na terra de Poti, em pleno período de veraneio a discussão volta a ser sobre a poda do maior cajueiro do mundo, localizado na praia de Pirangi do Norte. Podar ou não? O trânsito continua espremido nos dois lados do cajueiro, mas, “milagrosamente” ele não cresce em direção as dezenas de quiosques que negociam quinquilharias com os turistas. Trata-se de uma tolice institucionalizada há anos. O Ministério Público vai produzir um parecer, mas se houver poda, não será em janeiro.

Registros

Hoje Garibaldi Alves (pai), de 87 anos, assume vaga no Senado. Será o mais velho senador da República.
O delegado Maurílio Pinto se aposenta aos 69 anos, após passar 47 anos na Polícia Civil do Rio Grande do Norte. (LeoSodré)     

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