segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Parnamirim: Crescer com organização


Paulo Correia
Jornalista

paulo.correia@r7.com

Esses dias, um dos jornais de Natal publicou matéria sobre a cidade de Parnamirim, localizada na Região Metropolitana de Natal (RMN), e que nos últimos dez anos cresceu a passos largos e viu a sua população pular de 124.690 para 202.413 mil habitantes. Números que também deram um salto no quesito moradia, com construções de condomínios e prédios em todos os lugares. Mas fora isso, será que Parnamirim também cresceu, e cresceu positivamente, nas questões de infraestrutura, segurança e saúde pública?
A reportagem mostrou que não. Exibiu que ainda falta muita coisa no município para ser considerado e que se nada for feito logo a cidade inchará e seus problemas não terão jeito. Um dos citados na matéria foi a questão do trânsito e o volume de carros na cidade, que pulou de 8 mil no ano de 2000 para impressionantes 65 mil em 2010. Esse formigueiro de veículos é constatado por todos que trabalham ou moram em Parnamirim e que utilizam suas caóticas ruas para se movimentar. O centro da cidade e as ruas do bairro de Nova Parnamirim são os exemplos clássicos desse enredo da bagunça.
Outro ponto que atinge Parnamirim é a questão da violência e do tráfico de drogas. Um problema que nesses últimos dez anos só aumentou, e que quase nada foi feito para estancar essa ferida aberta. Os bairros periféricos de Rosa dos Ventos e Passagem de Areia são os campeões nos números de ocorrências policiais, mas outros como o Parque Industrial e Nova Parnamirim também exibem todos os dias os seus relatos de horror.
O descaso do poder público, seja ele municipal ou estadual, com a terceira maior cidade do Rio Grande do Norte é preocupante. Uma preocupação que muitas vezes não passa pela cabeça dos chefes das corretoras e dos seus prédios com muros altos, mas que afetará todo mundo quando a bolha estourar.
Tomara que os gestores públicos pensem nisso e vejam que ainda dá tempo de consertar o caos do futuro.

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